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Loja administrada por IA registra prejuízo nos EUA

Loja de varejo administrada por IA acumula prejuízo de US$ 13 mil desde a inauguração, evidenciando limitações de agentes artificiais no mundo real

O uso da inteligência artificial nas empresas ganhou força nos últimos anos
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  • Andon Market, primeira loja de varejo no mundo administrada por IA, fica em Union Street, São Francisco.
  • A agente Luna, alimentada pelo Claude Sonnet 4.6, recebeu aluguel mensal de US$ 7,5 mil por três anos e US$ 100 mil de capital inicial.
  • A meta é lucrar, mas, desde a inauguração em 10 de abril, a loja acumula prejuízo de US$ 13 mil.
  • Luna gerencia operações, contrata humanos e negocia estoque, mas não consegue colocar itens nas prateleiras; não há etiquetas de preço e clientes consultam via telefone com iPad para saber valores.
  • O estoque é variado (velas, canecas, pistaches, livros) e salários dos funcionários incluem US$ 24/h para um contratado e US$ 22/h para as outras duas mulheres; houve falhas de organização que levaram ao fechamento recente.

O Andon Market, primeira loja de varejo administrada por inteligência artificial, abriu as portas em São Francisco em 10 de abril. O empreendimento funciona sem etiquetas de preço visíveis, e os valores são consultados por meio de um dispositivo ligado a um iPad. A gerente automática é Luna, alimentada pelo modelo Claude Sonnet 4.6 da Anthropic, criada para buscar lucro.

Desde a inauguração, a loja acumula prejuízo de US$ 13 mil. Os fundadores da Andon Labs, Lukas Petersson e Axel Backlund, assinaram contrato de aluguel de três anos por US$ 7.500 mensais e investiram US$ 100 mil. A operação envolve humanos para tarefas que a IA não consegue executar, como reposição de prateleiras e vigilância contra furtos.

A loja está situada no Union Street, área valorizada de lojas, estúdios de yoga e cafeterias. Luna tem autonomia para contratar funcionários, publicar vagas e gerenciar fornecedores, mas depende de equipes humanas para o funcionamento diário. Falhas na escala de funcionários contribuíram para o fechamento de portas nos últimos dias.

A estrutura de funcionamento envolve interações entre Luna e equipes humanas, com comunicação via Slack. Entre as funções atribuídas, estava a gestão de estoque romancée por meio de pedidos inusitados; por exemplo, itens de mercadoria foram registrados como parte do inventário da loja. A ausência de etiquetas de preço obriga clientes a consultar valores por meio de um sistema automatizado.

Interlocutores locais relatam o ambiente incompleto para uma operação puramente automatizada. Um contratado da loja, com experiência no varejo, mencionou incertezas sobre o impacto da tecnologia e comentou depender de apoio habitacional para permanecer na cidade. A percepção do bairro é de que a cidade tem reconhecido mudanças provocadas pela tecnologia, nem sempre positivas para o comércio tradicional.

A empresa aponta que Luna opera com um inventário diversificado, incluindo velas, itens de higiene, bebidas, livros e itens artesanais. Além disso, a loja apresenta logotipo próprio, estampado em itens como camisetas. O objetivo declarado dos criadores é testar, em ambiente controlado, como um agente de IA pode gerenciar atividades humanas sem substituí-las completamente.

Resultados e próximos passos ainda não foram anunciados. A experiência do Andon Market, que envolve uma IA gerenciando uma operação de varejo real, permanece em avaliação para verificar se é viável ampliar esse tipo de modelo no comércio.

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