- O petróleo passou de US$ 100 por barril, com Brent em US$ 99,84 e WTI em US$ 90,63, após relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz.
- Irã tem restringido o tráfego na região desde o início da guerra, aumentando as preocupações sobre oferta global.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou extensão por tempo indeterminado do cessar-fogo com o Irã, sem confirmação de adesão de Teerã ou de Israel.
- Os estoques de petróleo nos EUA caíram 4,5 milhões de barris na última semana, segundo o American Petroleum Institute, sinalizando aperto no mercado.
- Na Europa, Zelenskiy aponta retomada do oleoduto Druzhba; há expectativa de interrupção a partir de 1º de maio no envio de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha.
O petróleo superou os 100 dolares por barril nesta quarta-feira, com relatos de ataques a navios no Estreito de Ormuz. A alta refletiu temores de interrupção na oferta global em meio ao conflito entre Irã, EUA e Israel. A movimentação ocorreu mesmo após o Brent atingir patamar próximo a 99,9 dólares durante a manhã, conforme informações de mercado.
O Brent para junho subia cerca de 1,38%, para 99,84 dólares, enquanto o WTI avançava 1,14%, para 90,63 dólares. Na última sessão, ambos fecharam com ganhos relevantes, apoiados pelos relatos de ataques e pela possibilidade de restrições de tráfego na região.
Rota e oferta sob risco
Pelo menos três navios cargueiros teriam sido atingidos por disparos no Estreito de Ormuz, segundo fontes de segurança marítima e a United Kingdom Maritime Trade Operations. Desde o início da guerra, Teerã restringe a passagem pela área, elevando as preocupações de suprimento mundial.
Cessar-fogo ainda incerto
O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a extensão do cessar-fogo com o Irã por tempo indeterminado, pouco antes do prazo inicial terminar. A medida visa manter negociações para encerrar o conflito, mas não houve confirmação de adesão pelo Irã ou por Israel.
Estoques menores nos EUA
Dados preliminares do American Petroleum Institute indicam queda de 4,5 milhões de barris nos estoques de petróleo na última semana. Gasolina e destilados também recuaram. A leitura oficial pode confirmar um mercado mais apertado que o esperado.
Análise de demanda e fluxo
Analistas da PVM destacam que, se a retração de estoques for confirmada e as exportações se manterem elevadas, sugere maior demanda por petróleo na Europa e na Ásia. Consumidores da região buscam garantir suprimento onde puderem.
Europa e cenário regional
Na Europa, o tema ganha contorno com o possível retorno do oleoduto Druzhba aos negócios. Fontes da indústria indicam que a Rússia planeja interromper, a partir de 1º de maio, o fornecimento de petróleo do Cazaquistão para a Alemanha pela rota.
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