- Singular Bank registrou três milhões de euros de benefício operativo no primeiro trimestre, quase quadruplicando os 0,8 milhão do mesmo período de 2025.
- O lucro líquido ficou em 1,04 milhão, impactado pela amortização de fundos de comércio.
- A instituição está em busca de investidores para substituir Warburg Pincus, que controla 93% do capital.
- Os ativos geridos chegaram a 17,758 bilhões de euros, alta de 15% em relação ao ano anterior.
- A companhia contratou Jefferies para viabilizar o substituto e aguarda nos próximos meses a decisão sobre a disputa com UBS.
O Singular Bank, banca privada criada por Javier Marín com a participação da Warburg Pincus, registrou lucro operacional de 3 milhões de euros no primeiro trimestre, quase quatro vezes o registrado no mesmo período de 2025. O lucro líquido ficou em 1,04 milhão, impactado pela amortização de goodwill.
A instituição ressalta que, mesmo com a operação diferente de uma entidade financeira tradicional, houve melhora em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando houve prejuízo de 2,1 milhões. O banco destacou avanços no volume de ativos sob gestão.
No começo deste ano, a firma consolidou a posição de líder independente em private banking na Espanha, com ativos de clientes aportando 17,758 bilhões de euros, alta de 15% ante o ano anterior. A volatilidade de mercados, associada a tensões geopolíticas, não impediu o desempenho.
Investidores e estratégia de futuro
O banco está em processo ativo de busca por investidores para substituir a Warburg Pincus, que controla 93% do capital. Marín já negocia com famílias de alto patrimônio, buscando participação de 30% a 50% para cada grupo investidor. A expectativa é concluir o processo nos próximos meses.
Para coordenar a estratégia, Singular Bank contratou a Jefferies, com o objetivo de identificar potenciais compradores que possam manter a estratégia de crescimento e de independência. A meta é manter a gestão focada em planejamento financeiro, patrimonial e fiscal.
A origem do banco envolve a aquisição da divisão de banca digital Self Bank, da Société Générale, e, mais tarde, a compra do negócio de banca privada da UBS na Espanha, em 2021, por cerca de 200 milhões de euros. Esse histórico molda a atual busca por substituição de capital.
Desafios legais e estratégicos
A relação com a UBS gerou disputas envolvendo cumprimento de acordos de não concorrência. Em 2025, o Singular Bank venceu o arbitral contra a UBS, que pretendia retornar ao mercado espanhol de banca privada. A decisão quanto ao valor ainda aguarda definição nos próximos meses.
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