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Suíça aperta regras e pode elevar em US$ 20 bi o capital exigido do UBS

Governo suíço pode elevar em cerca de US$ 20 bilhões o capital exigido do UBS, mesmo com concessões técnicas para ativos fiscais diferidos

Pascal Mora/Bloomberg
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  • O governo da Suíça detalhou medidas que podem elevar em cerca de US$ 20 bilhões as necessidades de capital do UBS, incluindo concessões técnicas.
  • Será permitida a contabilidade de ativos fiscais diferidos no capital regulatório e a amortização de software nesse indicador a partir de 2029, conforme decreto previsto para entrar em vigor no próximo ano.
  • O pacote legislativo, que será apresentado ao Parlamento ainda neste ano, exige que a holding do UBS dê suporte de 100% de capital às unidades no exterior.
  • No conjunto, as mudanças devem elevar as exigências de capital do grupo em cerca de US$ 20 bilhões, com CET1 estimado em torno de 15,5%.
  • Executivos do UBS reiteraram críticas a pontos da reforma; o processo legislativo segue até o próximo ano, com debate inicial marcado para 4 de maio e divulgação dos resultados do primeiro trimestre em 29 de abril, com lucro estimado em cerca de US$ 2,4 bilhões.

O governo da Suíça detalhou medidas que podem elevar em cerca de US$ 20 bilhões as necessidades de capital do UBS, ao mesmo tempo em que suaviza parte das mudanças regulatórias. As ações visam reforçar a capacidade do banco de enfrentar crises sem comprometer a solvência.

O pacote reduz algumas imposições, mantendo, porém, regras de capital para as operações globais do UBS. As medidas aparecem em um decreto que deve vigorar a partir de 2027, conforme informou o governo nesta quarta-feira. O objetivo é proteger o sistema financeiro suíço após a quebra do Credit Suisse.

Além disso, o governo permitirá que o UBS mantenha ativos fiscais diferidos no capital regulatório e autorizará a amortização de software nesses ativos ao longo de três anos, a partir de 2029. Tais exceções elevam a soma de exigências de capital do grupo.

Contexto e reforma em debate

A reforma inclui uma exigência de capital de 100% para a holding em relação às unidades no exterior, uma das pontas mais controversas para o UBS. A mudança busca evitar que problemas em subsidiárias comprometam a solvência da matriz.

A estimativa oficial aponta que a parte doméstica pode acrescentar cerca de US$ 19 bilhões aos requisitos da holding. Somadas, as medidas elevam o total de capital do grupo em aproximadamente US$ 20 bilhões.

O governo ressalta que as medidas são alinhadas com a visão de estabilidade financeira, em parceria com o Banco Nacional Suíço e a Finma. Mantêm, segundo o governo, o equilíbrio entre firmeza regulatória e competitividade do UBS.

Executivos do UBS já expressaram resistência a pontos-chave da reforma, como a proteção de capital para subsidiárias no exterior. As concessões no decreto aliviam o caminho, mas não encerram o debate legislativo, que deve seguir até 2027.

O processo legislativo deve avançar ao menos até o próximo ano, com debates previstos, incluindo uma sessão inicial da comissão parlamentar em 4 de maio. Alterações no texto são possíveis conforme o parlamento analisa o projeto.

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