- A Vamos tem 52 mil caminhões e máquinas na frota e planeja crescer com segundo ciclo de locação e aluguel de curto prazo, buscando ampliar margens e atuação nacional.
- A ocupação da frota está em 86%, com meta de chegar a 90%, e a empresa aposta em novos clientes e grandes contas, especialmente no varejo.
- Desde 2021, a base de clientes passou de 150 para mais de quatro mil, mantendo liderança em participação de mercado estimada em cerca de oitenta por cento; o Brasil ainda tem mercado de locação pequeno e com poucos concorrentes relevantes.
- No segmento de seminovos, a Vamos inaugurou quatro lojas em 2025 (totalizando vinte), planeja abrir mais três ou quatro unidades neste ano, e registrou crescimento expressivo nas vendas, com seis mil e quatrocentos e noventa veículos vendidos em 2025.
- Em relação à locação de curto prazo, a empresa avalia modelos de seis meses a um ano, voltados a clientes com sazonalidade, como construtoras, indústria de bebidas e agronegócio, com lançamento ainda neste ano.
A Vamos, controlada pelo grupo Simpar, planeja crescer mesmo diante da resistência cultural à locação de caminhões no Brasil. A empresa opera com uma frota de 52 mil caminhões e máquinas, segundo o CEO Gustavo Couto, e mira o segundo ciclo de uso para ampliar margens.
Couto afirmou à Bloomberg Línea que a companhia busca expandir operações e atrair novos clientes por meio da locação de ativos já usados, além de lançar contratos de aluguel de curto prazo. O tom é de confiança diante do cenário atual.
Desde a abertura de capital em 2021, a Vamos saltou de 150 para mais de quatro mil clientes. O executivo diz que o mercado de locação de caminhões é pequeno no Brasil, com cerca de três ou quatro players relevantes, dos quais a Vamos tem aproximadamente 80% do espaço.
A empresa planeja criar novas diretorias, com foco em grandes contas, especialmente varejo, e atuação regional para ampliar o alcance nacional. A ocupação média da frota está em 86%, com meta de chegar a 90%.
Couto aponta um nicho: clientes que desejam alugar caminhões, mas não têm fôlego para comprar uma frota zero quilômetro. Em um país com idades médias altas entre veículos pesados, o custo-benefício do segundo ciclo é destacado pelo executivo.
Alguns setores com uso maior da frota, como florestal e mineração, demandam disponibilidade constante, o que favorece contratos com ativos zero quilômetro. Já empresas menores são alvo do segundo ciclo de uso.
Venda de seminovos e expansão de lojas
A Vamos abriu quatro lojas de seminovos em 2025,总ando 20 unidades, com previsão de abrir mais três ou quatro em 2026. O ano anterior registrou dobradinha nas vendas de veículos, totalizando 6.490 unidades.
Couto ressaltou que as dificuldades de crédito para compra de caminhões no Brasil não freiam a Vamos, que busca ganhos com aquisição eficiente, custos competitivos e boa revenda. O destaque ficou por conta de recordes em volume e receita com novas lojas.
Locação de curto prazo
O executivo confidenciou que a demanda por aluguel de curto prazo é significativa entre clientes, com possíveis modelos sazonais em setores como construção, bebidas e agronegócio. A proposta é manter ativos por seis meses a um ano.
A Vamos trabalha para viabilizar a oferta, com foco em manter a ocupação e o controle do ativo. Ainda sem data definida, Couto disse que o lançamento da locação de curto prazo pode ocorrer ainda neste ano.
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