- O comércio varejista do Distrito Federal subiu 1,7% em fevereiro ante janeiro, já ajustado sazonalmente, revertendo queda de 0,3% registrada em janeiro.
- Na comparação com fevereiro de 2025, houve alta de 4,8%, enquanto a média nacional avançou 0,2%.
- Nos últimos doze meses, o DF acumula crescimento de 4,1%, acima do desempenho nacional de 1,4%.
- Os maiores impulsos vieram de outros artigos de uso pessoal e doméstico (+18,7%), farmacêuticos e perfumaria (+11%) e móveis e eletrodomésticos (+10,7%), enquanto informática e comunicação caiu 40,6%.
- No varejo ampliado, o DF registrou alta de 1,2% no mês; segundo o presidente da Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, há normalização após as festas de fim de ano.
O varejo do Distrito Federal registrou alta de 1,7% no volume de vendas em fevereiro, frente a janeiro. O dado, já ajustado sazonalmente, reverte a queda de 0,3% observada no mês anterior e ficou acima da média brasileira, que subiu 0,6%.
Na comparação anual, o DF teve crescimento de 4,8% em fevereiro de 2025 para 2026. A média nacional foi de 0,2% no mesmo lapso. Nos últimos 12 meses, o varejo local acumula avanço de 4,1%, acima do ritmo nacional de 1,4%.
Segundo José Aparecido Freire, presidente da Fecomércio-DF, o desempenho reflete a normalização do fluxo comercial após as festas de fim de ano. Ainda assim, há fatores como renda familiar contida, inflação e crédito mais caro, que limitam o ritmo de crescimento.
Internamente, o crescimento anual foi puxado por setores específicos. Outros artigos de uso pessoal e doméstico subiram 18,7%; farmacêutos e perfumaria, 11%; móveis e eletrodomésticos, 10,7%. Já informática e comunicação teve queda de 40,6%.
Desempenho por setor
No conjunto do varejo, o conjunto de serviços e comércio do DF manteve a tendência positiva em fevereiro, refletindo uma demanda ainda aquecida. O desempenho do varejo ampliado também ficou no verde, com alta de 1,2% no mês.
No cenário federal, o DF integra o grupo de 17 unidades da federação com taxa positiva. Paraná registrou +2,9% e Bahia, +2,7%. Por outro lado, Mato Grosso apresentou a maior retração, de 3,6%.
Contexto e perspectivas
O indicador de fevereiro aponta consolidação de consumo relativamente mais dinâmico no Distrito Federal frente ao país. Analistas destacam que a inadimplência elevada e o custo de crédito seguem como fatores de risco para o ritmo do varejo nos próximos meses.
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