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Videogames podem lucrar US$22 bi com cortes de custos por IA, diz Morgan Stanley

IA pode reduzir custos de desenvolvimento de videogames e gerar até US$ 22 bilhões em lucros anuais, aponta Morgan Stanley

IA pode elevar receitas ao prolongar o engajamento e impulsionar gastos com extras, compras in-game e assinaturas
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  • A Morgan Stanley aponta que a IA pode reduzir custos de desenvolvimento de videogames em quase metade, liberando cerca de US$ 22 bilhões em lucros anuais globais.
  • O uso de IA para criar ambientes, gerar diálogos e testar software pode encurtar prazos e elevar margens, com US$ 275 bilhões em gastos globais com jogos neste ano, sendo cerca de US$ 55 bilhões reinvestidos no setor.
  • O desenvolvimento de GTA VI, da Take-Two Interactive, exemplifica a escala do mercado e já está em curso desde 2018, com lançamento previsto para novembro de 2026.
  • Plataformas e operadoras como Tencent, Sony e Roblox podem ser os maiores beneficiários, assim como grandes editoras (Take-Two, Electronic Arts e Ubisoft); franquias menores, como Playtika e Netmarble, podem enfrentar pressão maior.
  • Além de reduzir custos, a IA pode aumentar receitas ao manter jogos atrativos por mais tempo, com conteúdo adicional, compras dentro do jogo e assinaturas, e pode incentivar atualizações de franquias existentes.

O setor de videogames pode abrir espaço para ganhos significativos com o uso de inteligência artificial (IA) na produção. Segundo analistas do Morgan Stanley, cortes de custos baseados em IA podem reduzir despesas de desenvolvimento em quase 50%, liberando até US$ 22 bilhões em lucros anuais globais para fabricantes.

A nota da corretora, divulgada nesta terça-feira, aponta que IA pode automatizar tarefas como criação de ambientes, geração de diálogos e testes de software. Com isso, prazos de entrega podem encurtar e margens operacionais, ao longo do tempo, podem melhorar.

Segundo o Morgan Stanley, os ganhos não devem favorecer todo o ecossistema de forma igual. Estima-se que, neste ano, os gastos de consumidores com videogames somem US$ 275 bilhões, com cerca de US$ 55 bilhões reinvestidos em desenvolvimento e operações.

Essa mudança ocorre em meio a um desenvolvimento já elevado na indústria, onde títulos de grande escala costumam exigir equipes robustas. O estudo cita exemplos como o Grand Theft Auto VI, da Take-Two, que está em produção desde 2018 e tem lançamento previsto para novembro de 2026.

Para a corretora, plataformas de distribuição, dados e engajamento podem concentrar o valor criado com IA, beneficiando principalmente empresas com dados proprietários e operações ao vivo. Editoras com escala também devem ganhar fôlego.

Beneficiários e desafios

O Morgan Stanley aponta que Tencent, Sony e Roblox poderiam liderar os ganhos, ao lado de grandes editoras como Take-Two, Electronic Arts e Ubisoft, que teriam capacidade de aplicar IA em múltiplos títulos.

Entretanto, empresas com franquias menos fortes, como Playtika e Netmarble, podem enfrentar maior pressão competitiva, já que IA reduz custos de produção de jogos médios e aumenta a concorrência.

O estudo também sinaliza que ferramentas como Unity e Unreal Engine podem ter efeitos binários: adaptar-se a IA ou sofrer interrupções. Além disso, a IA pode ampliar receitas, mantendo jogos atraentes por mais tempo.

A previsão aponta ainda que a IA poderia sustentar ganhos com conteúdo adicional, compras no jogo e assinaturas. Em vez de depender apenas de novos lançamentos, editoras podem focar na atualização de franquias existentes, impulsionadas por IA.

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