- Ações da WEG subiram cerca de 2,6% por volta das 13h10, liderando o Ibovespa em pregão em que o índice caiu 0,44%.
- O movimento tem relação com dados da ABB, concorrente da WEG, que superou expectativas no trimestre, com receita de US$ 8,7 bilhões, lucro de US$ 1,3 bilhão e intake de pedidos de US$ 11,3 bilhões.
- Nos EUA, a ABB registrou crescimento expressivo de pedidos; no Brasil, houve queda de 41% nos pedidos, contribuindo para um quadro de mercado mais fraco domesticamente.
- O BTG Pactual mantém visão positiva para a WEG em 2026, com preço-alvo de R$ 65 e projeção de recuperação de faturamento, apesar de perspectiva de crescimento contido no 1T26.
- O Itaú BBA também recomenda compra para a WEG, com preço-alvo de R$ 50 para o fim de 2026, destacando impacto cambial e base de comparação difícil, mas sinalizando potencial de valorização moderada.
Ações da WEG disparam diante de dados da ABB e lideram o Ibovespa nesta quinta-feira. As ações da empresa operavam com alta de 2,6% por volta das 13h10, a R$ 48,63, enquanto o Ibovespa caía 0,44%, aos 192.040 pontos. O desempenho da WEG é explicado pelo salto provocado pelos números divulgados pela ABB, concorrente no setor de motores elétricos.
A ABB superou expectativas com receita de US$ 8,7 bilhões no trimestre, alta de 11% na comparação anual. O EBITDA atingiu US$ 2 bilhões, com margem de 24% e ganho de 3,2 p.p., impulsionado por itens não recorrentes de venda de imóveis. O lucro líquido foi US$ 1,3 bilhão, aumento de 20%. Os pedidos somaram US$ 11,3 bilhões, alta de 24%.
Geograficamente, os Estados Unidos registraram destaque de 67% nos pedidos, com crescimento robusto em todas as áreas. O Brasil apresentou queda de 41% nos pedidos, reflexo de juros elevados e de base de comparação difícil. A ABB citou que o mercado americano é estratégico para a estratégia de expansão da WEG, representando cerca de 25% da receita líquida e 57% da receita externa.
Projeções e interpretações de bancos
O BTG Pactual vê a ABB como referência positiva para a demanda de motores da WEG nos EUA, mantendo a visão de crescimento resiliente no curto prazo. Para 1T26, o banco espera receita de R$ 9,6 bilhões para a WEG, queda de 4% anual, com ressalvas cambiais e base de comparação difícil.
Analistas do BTG mantêm recomendação de compra para WEG, com preço-alvo de R$ 65, indicando potencial de valorização superior a 30% frente aos preços atuais. Em contrapartida, o Itaú BBA adota tom cauteloso, estimando R$ 50 de alvo para fim de 2026, mas também recomendação de compra; aponta que o câmbio, com real mais forte, pode pressionar receita e margem no curto prazo.
Para 2026, o BTG projeta receita líquida de R$ 43,4 bilhões, EBITDA de R$ 9,7 bilhões e lucro líquido de R$ 6,8 bilhões, com lucro por ação de R$ 1,63. O múltiplo EV/EBITDA seria 21,0x e o P/L, 29,7x, com RoIC de 32,3% e dividend yield de 1,7%.
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