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Ataque hacker ao Banco Rendimento expõe fragilidades do sistema financeiro

Ataque ao Banco Rendimento evidencia fragilidades estruturais na proteção de dados e de transações em tempo real, com impacto para o ecossistema financeiro e o Pix

Mensagens exibidas nos canais oficiais indicavam ‘instabilidade técnica temporária’ e informavam que equipes trabalhavam para restabelecer a operação.
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  • O Banco Rendimento confirmou ataque hacker na manhã de terça-feira, 21, que atingiu canais de atendimento e contas de clientes.
  • O incidente acontece em meio a uma sequência de ataques no sistema financeiro, como o desvio de cerca de R$ 100 milhões no BTG Pactual em março e uma tentativa de invasão no Banco do Nordeste em janeiro.
  • Especialistas apontam que esses casos costumam expor fragilidades estruturais na gestão de riscos cibernéticos, especialmente em processos, integrações e controles de acesso.
  • A popularização do Pix acelerou fraudes, reduzindo o tempo de reação das instituições e exigindo identificação de risco em tempo real.
  • O Banco Central tem endurecido regras de segurança, com testes de intrusão e autenticação multifator, mas a adoção ainda varia entre as instituições.

O Banco Rendimento confirmou ter sido alvo de um ataque hacker na manhã de terça-feira, 21. O incidente afetou canais de atendimento e contas de clientes, segundo a instituição. A instituição atua com foco em câmbio, crédito e transferências internacionais, incluindo remessas ao exterior.

O episódio ocorre em meio a uma sequência de incidentes no sistema financeiro brasileiro. Em março, o BTG Pactual teve ataque com desvio de cerca de R$ 100 milhões e chegou a suspender operações via Pix. Em janeiro, o Banco do Nordeste sofreu uma tentativa de invasão que interrompeu transações temporariamente.

Especialistas apontam que casos assim revelam fragilidades na gestão de riscos cibernéticos, especialmente em processos, integrações e controles de acesso. Indícios sugerem falhas em mecanismos de autenticação, facilitando acessos indevidos às contas. A atualização de sistemas é apontada como essencial.

Com a digitalização acelerada, o crime cibernético migrou do ambiente físico para o digital, ampliando o volume de ataques. O aumento da profissionalização do cibercrime e o uso de inteligência artificial intensificam a ameaça, embora haja avanços na detecção de incidentes.

Impacto do Pix e novos vetores de risco

A popularização do Pix mudou a dinâmica das fraudes ao acelerar transações. Transferências que ocorrem em segundos reduzem o tempo de reação das instituições e ampliam o impacto de credenciais comprometidas. A necessidade é identificar riscos praticamente em tempo real.

Além disso, a rede de fornecedores, fintechs e integradores que sustenta o sistema financeiro representa novas superfícies de ataque. Conexões externas passaram a exigir controles mais rigorosos e monitoramento contínuo.

Regulação e resposta do setor

O Banco Central tem aumentado exigências de segurança, com testes de intrusão, autenticação multifator e proteção de dados e transações. Ainda assim, a velocidade de implementação varia entre as instituições, apontam especialistas. A adaptação envolve fortalecer a segurança da cadeia de fornecedores e a resposta a incidentes.

Especialistas ressaltam que, apesar dos ataques, o sistema financeiro brasileiro continua robusto, porém a reputação pode sofrer com percepções de insegurança. O cenário atual é visto como uma fase de transição, em que a cibersegurança passa a ser parte central do negócio.

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