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Atividade da zona do euro recua em abril com alta de custos, aponta PMI

PMI da zona do euro registra contração em abril com demanda de serviços em queda, indústria amplia produção, mas custos de insumos sobem acentuadamente

Bandeira da União Europeia na sede da Comissão Europeia, em Bruxelas, na Bélgica
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  • O PMI composto preliminar da zona do euro caiu para 48,6 em abril, abaixo de 50,0, indicando contração da atividade.
  • O PMI de serviços caiu de 50,2 para 47,4 em abril, sinalizando demanda fraca.
  • A leitura de novos negócios do setor de serviços ficou em 46,3, frente a 48,6 em março.
  • O PMI da indústria ficou em 52,2 em abril, acima de março (52,0) e da expectativa de 50,9, indicando expansão industrial.
  • Os custos de produção subiram, com o índice de preços de insumos passando de 68,9 para 76,9, a leitura mais alta desde o fim de 2022.

A atividade empresarial na zona do euro recuou inesperadamente em abril, conforme mostra o PMI composto da S&P Global. A queda ocorreu em meio a altas de preços decorrentes de tensões no Oriente Médio e a demanda por serviços que caiu fortemente. O indicador ficou abaixo de 50, sinal de contração.

O PMI composto caiu para 48,6 em abril, ante 50,7 em março, e ficou aquém das expectativas de 50,1. O resultado confirma arrefecimento da atividade na região, com serviços puxando a queda.

Além disso, o índice de preços de insumos subiu, refletindo pressões nos custos de produção. Os combustíveis tiveram alta desde o início do conflito, elevando o índice de insumos de 65,3 para 68,4.

Os serviços registraram retração acentuada. O PMI de serviços caiu de 50,2 para 47,4, abaixo da projeção de 49,8. O desempenho fraco na demanda por serviços resultou no pior ritmo desde outubro de 2023, com novos negócios em 46,3.

Por outro lado, o setor industrial mostrou choque positivo. O PMI da indústria ficou em 52,2 em abril, acima de março (51,6) e acima da expectativa de 50,9. A produção também subiu, de 52,0 para 52,2.

Mesmo com a queda no serviço, o maior uso de capacidade na indústria, aliado a custos elevados, mantém o desafio para a margem das empresas. O indicador de custos pressionados sugere que a inflação de insumos pode permanecer elevada no curto prazo.

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