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BB diz que levou o Pix à Argentina e mira expansão para os EUA

BB avança com Pix aos Estados Unidos via BB Americas, após Argentina; executivo foca rentabilidade e solidez diante de 2025 desafiador

Banco do Brasil habilitou o uso do Pix na Argentina neste ano
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  • O Banco do Brasil detalhou planos de expansão internacional, incluindo levar o Pix aos Estados Unidos pelo BB Americas, após já ter levado o Pix à Argentina pelo Banco Patagônia.
  • Na Argentina, pagamentos com Pix ocorrem via leitura de QR em lojas credenciadas, com câmbio realizado pelo banco e débito em reais; o extrato aparece como Pix comum e há cobrança de IOF.
  • O BB afirmou que estuda levar a funcionalidade para outros países da América, Europa e Ásia, com foco breve em atuação de pessoa física em Portugal.
  • A parceria entre UBS e Banco do Brasil para banco de investimentos, o UBS BB, já registrou mais de mil operações anunciadas, totalizando mais de R$ 1 trilhão.
  • Em 2025, o BB encara o ano mais desafiador da história, com aumento do custo do risco e quedas de rentabilidade; RoE ficou em 12,4% e o lucro líquido atingiu R$ 20,685 bilhões, enquanto avança em consórcios com R$ 150 bilhões na carteira e 1,7 milhão de contas ativas.

O vice-presidente de gestão financeira do Banco do Brasil (BB), Marco Geovanne Tobias da Silva, apresentou planos de expansão internacional da instituição durante o BB Day, evento com investidores em São Paulo. Ele destacou a atuação do banco na Argentina via Patagônia e a meta de levar o Pix aos Estados Unidos pelo BB Americas.

Segundo Tobias, o BB já liberou o uso do Pix por brasileiros sem conta no BB na Argentina, em lojas físicas credenciadas. A transação ocorre por QR Code, com pagamento em reais e cobrança de IOF conforme a legislação local, sem necessidade de cadastro prévio.

A operação inclui câmbio para a moeda local e débito direto da conta do cliente. O extrato aparece como Pix comum. O executivo afirmou que a instituição estuda levar a funcionalidade a outros países da América, Europa e Ásia.

Tobias comentou ainda que o BB planeja atuação mais ampla com pessoa física em Portugal, fortalecendo a presença internacional. O executivo ressaltou a parceria com o UBS no segmento de banco de investimentos, o UBS BB, que já contabilizou mais de 1 mil operações e mais de R$ 1 trilhão em valor.

Desempenho e desafios de 2025

O CFO reconheceu 2025 como o ano mais desafiador da história do BB, citando incremento nas provisões e aumento do custo do risco acima de 5%. Em 2024, as provisões já haviam disparado frente à média dos 10 anos anteriores.

O retorno sobre patrimônio (RoE) fechou 2025 em 12,4%, queda de 8,4 pontos percentuais frente a 2024. O lucro líquido do banco caiu 45%, para R$ 20,685 bilhões, refletindo a piora em várias linhas, especialmente no agronegócio.

O executivo reforçou o compromisso com a sustentabilidade do BB no longo prazo e com uma visão de trajetória, não apenas de resultado trimestre a trimestre. A agenda inclui maior foco em crédito de maior retorno ajustado ao risco.

Consórcios e pagamentos

Tobias reiterou a intenção de ampliar a participação do segmento de consórcios, que administra R$ 150 bilhões em carteira e tem 1,7 milhão de contas ativas. Ele explicou que os consórcios ajudam clientes a financiar bens de consumo.

O executivo também mencionou que o segmento de pagamentos tem contribuído para a sustentabilidade dos negócios. Após a aquisição da Cielo, o BB busca ampliar a conexão com micro, pequenas e médias empresas, fortalecendo a base de pagamentos com o Pix.

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