- O bloqueio do estreito de Hormuz provocou queda de 31% nas exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, totalizando US$ 1,2 bilhão.
- O superávit comercial do Brasil com o mundo em março ficou em US$ 4,4 bilhões, o maior para o mês desde 2014.
- O saldo da balança brasileira fechou março com superávit de US$ 41,4 milhões, ante déficit de US$ 1,2 bilhão em março de 2025.
- Exportações totais do Brasil em março somaram US$ 25,4 bilhões, aumento de 4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
- O setor de commodities foi o mais afetado pela queda nas exportações para o Golfo, enquanto houve aumento de 8% nas exportações de produtos manufaturados, para US$ 2,3 bilhões.
O bloqueio do estreito de Hormuz, uma rota clave para o petróleo, provocou uma queda de 31% nas exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, ante o mesmo mês de 2025. Os números são do Ministério da Economia.
As exportações para o conjunto de países do Golfo somaram US$ 1,2 bilhão em março, frente US$ 1,7 bilhão em março do ano anterior. Mesmo com a queda, o Brasil fechou o mês com superávit comercial de US$ 41,4 milhões, ante déficit de US$ 1,2 bilhão em março de 2025.
O superávit mensal foi puxado pela elevação das exportações de produtos manufaturados, que subiram 8% na comparação anual, para US$ 2,3 bilhões. Já o grupo de commodities, incluindo soja, minério de ferro e petróleo, foi o mais impactado pela instabilidade regional.
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o Brasil busca diversificar mercados e reduzir a dependência de rotas específicas, sobretudo em cenários de tensão no Oriente Médio. A atuação envolve ampliar a presença em mercados na Ásia, África e outras regiões.
Contexto regional
Segundo dados do Ministério, as exportações para Irã, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Catar e Bahrein somaram US$ 1,2 bilhão em março, recuos de 31% frente ao ano anterior. A queda interrompeu a trajetória de alta verificada nos anos anteriores, com crescimentos de 15% em 2022 e 10% em 2023.
Especialistas destacam que diversificar rotas e mercados é estratégico para reduzir vulnerabilidade a choques geopolíticos. O Ministério da Economia reforça a intenção de ampliar exportações para a Ásia e outras regiões, para sustentar o saldo externo.
Desdobramentos e perspectivas
O setor de alimentos teve desempenho destacado, com crescimento de 12% nas exportações em março, impulsionado por carne bovina, frango e soja. O governo mantém a expectativa de manter um superávit comercial positivo ao longo do ano, mesmo com a pressão no Golfo.
A balança comercial total do Brasil ficou em US$ 25,4 bilhões em março, alta de 4% ante o mesmo mês de 2025. Guedes reiterou o compromisso de ampliar participação no comércio global e de preparar o país para enfrentar volatilidades internacionais.
Fonte: Folhapress.
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