- Brasil busca acordo com os Estados Unidos para evitar novas sobretaxas e, ao mesmo tempo, avança no processo de implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia.
- Mesmo com decisão da Suprema Corte dos EUA que reduziu parte das tarifas, setores estratégicos continuam sob tarifas elevadas: aço, alumínio e cobre com 50%; automóveis e autopeças com 25%.
- O Brasil está no radar de duas investigações da seção 301 da legislação americana: uma global sobre uso de trabalho escravo e outra direcionada ao Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios.
- Uma comitiva do governo esteve em Washington para esclarecer as autoridades norte-americanas, buscando evitar a retomada de tarifas que poderiam chegar a até 50%.
- O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a importância da relação política com os Estados Unidos e disseminou a ideia de manter a boa relação entre Lula e Trump para ampliar parcerias tarifárias e não tarifárias.
O governo brasileiro busca avançar em negociação com os Estados Unidos para reduzir tarifas sobre aço e automóveis, enquanto mergulha na implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia. A estratégia ocorre em meio a entraves na relação bilateral, segundo o vice-presidente Geraldo Alckmin.
Alckmin, em entrevista a agências internacionais nesta quinta (23/4), afirmou que, apesar de parte das tarifas ter sido reduzida pela Suprema Corte dos EUA, setores estratégicos continuam com barreiras elevadas. Aço, alumínio e cobre seguem com 50% de tarifa; automóveis e autopeças, com 25%.
Além das tarifas, o Brasil figura no centro de duas investigações sob a seção 301 da legislação americana. Uma envolve uso de trabalho escravo de forma global; a outra, direcionada ao Brasil, aborda Pix, desmatamento e ambiente digital de negócios.
Em Washington
Para evitar resposta com novas sobretaxas, uma comitiva do governo foi ao país para prestar esclarecimentos às autoridades norte-americanas. Alckmin disse que os brasileiros apresentaram informações e que, se for necessário, haverá novas apresentações.
O vice-presidente destacou a importância da relação entre Lula e o presidente dos EUA, Donald Trump, como ingrediente para ampliar parcerias. Segundo ele, há espaço para cooperação tarifária e não tarifária em setores estratégicos.
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