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Brasil busca manter-se na fronteira tecnológica global

Aceleração da produtividade nos EUA expõe fragilidades brasileiras; sem reformas estruturais, Brasil pode ficar para trás na fronteira tecnológica

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  • Nos EUA, a produtividade do trabalho acelerou nos últimos trimestres de 2025, com alta anualizada de 4,1% nos três últimos trimestres, o maior ritmo desde o fim dos anos 1990.
  • No Brasil, o crescimento do PIB tem sido robusto (aprox. 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,4% em 2025), mas o ganho de produtividade tem permanecido fraco, mantendo a lacuna em relação à maior eficiência.
  • A diferença entre PIB e produtividade se deve ao impulso do crescimento por fatores cíclicos (emprego, consumo, crédito) e a um choque agrícola recorde, ao invés de ganhos de eficiência.
  • A tendência brasileira aponta para impactos da política monetária restritiva, parcialmente compensada por política fiscal expansionista, o que pode retardar a transmissão para a economia real.
  • O texto aponta oportunidades com IA e adoção tecnológica, mas aponta barreiras estruturais no Brasil (qualificação, custo de capital, concorrência, tributação e ambiente de negócios) que exigem reformas amplas para elevar a produtividade e o PIB potencial.

A produtividade nos EUA acelerou nos últimos anos, mesmo após a queda de 2022. Desde 2023, o ritmo voltou a subir, superando a tendência pré-Covid e mantendo-se alto em 2025. Nos três últimos trimestres, a taxa anualizada atingiu 4,1%.

No Brasil, o debate se volta a se a economia acompanhará esse movimento. O crescimento recente tem sido robusto, acima do potencial estimado, mas há dúvidas sobre ganhos de eficiência de longo prazo.

Abrangendo o que impulsiona o desempenho, o PIB brasileiro cresceu 3,2% em 2023, 3,4% em 2024 e 2,4% em 2025. O potencial é visto entre 1,5% e 2,0%, levando a questionamentos sobre a composição do crescimento.

Cenário atual

A diferença entre PIB e produtividade é central. A produtividade do trabalho tem ficado praticamente estável desde 2023, com desempenho abaixo do observado nos EUA. O crescimento recente do PIB vem em grande parte de fatores cíclicos e uso intensivo de trabalho.

Essa divergência ocorre porque o crescimento do PIB foi puxado por choque agrícola recorde, emprego em alta e consumo financiado por expansão fiscal e crédito. Métodos de política monetária restritiva puderam ser compensados pela política fiscal.

A observação sugere que a resposta de política econômica no Brasil tem sido parcialmente atrasada pela dinâmica fiscal. A transmissão para a produção real ficou menos eficaz, o que implica menor ganho de produtividade.

Caminhos para a produtividade

A discussão se volta para a adoção de tecnologia, especialmente IA, que pode reduzir barreiras de entrada e acelerar ganhos de eficiência. A difusão via plataformas em nuvem facilita a convergência tecnológica global.

O Brasil já mostrou capacidade de adoção rápida em setores como agronegócio e fintechs, indicando potencial para ganhos em larga escala. Contudo, obstáculos estruturais persistem, como qualificação, custo de capital e competição.

Deficiências no ambiente de negócios, educação e custos tributários elevam o custo do investimento produtivo. Reformas fiscais, educacionais e regulatórias são descritas como essenciais para elevar o peso da produtividade sobre o PIB.

A pesquisa aponta que a fronteira tecnológica global avança com IA, digitalização e dinamismo empresarial. O Brasil enfrenta o desafio de reduzir distorções que limitam a alocação eficiente de recursos, sob risco de ficar para trás.

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