- Brasil busca protagonismo no comércio internacional, destacando tecnologia, cultura e integração econômica, conforme debate no podcast Business Rock com Davi Marim e Rui Mucaje.
- O World Trade Report 2025 aponta recordes no comércio global de bens e serviços, crescimento do comércio de serviços digitais e participação do Sul-Sul em mais de vinte e cinco por cento das trocas globais.
- A Agência Brasil cita previsão de superávit comercial de US$ 72 bilhões em 2026, impulsionado pelo agronegócio e pela indústria de transformação, com acordos bilaterais ganhando relevância.
- A AfroChamber fortalece a relação Brasil-África, com missões empresariais no continente desde 2024 e ações ampliadas em 2025 e 2026, em parceria com o MRE e a ApexBrasil.
- No conjunto, o país busca maior protagonismo interno e externo, mirando tecnologia, cultura e sustentabilidade como motores de crescimento e competitividade.
O podcast Business Rock, apresentado por Sandro Ari, recebeu Davi Marim, CEO da Dim Participações, e Rui Mucaje, presidente da AfroChamber, para debater o cenário do comércio internacional e o empreendedorismo no Brasil. O bate-papo ocorreu em meio a incertezas globais, com foco em oportunidades em tecnologia, cultura e integração econômica.
Marim falou sobre trajetória empreendedora iniciada aos 11 anos e ressaltou que o mercado brasileiro exige persistência e propósito. Ele destacou que negócios escaláveis e de alta margem ajudam a enfrentar a complexidade do ambiente nacional. A tecnologia aparece como motor de transformação.
Mucaje enfatizou o papel da AfroChamber em aproximar Brasil e África, defendendo relações estruturadas e ações concretas para fortalecer o intercâmbio comercial. A instituição atua há décadas em diplomacia econômica, missões empresariais e inovação.
Protagonismo Sul-Sul e cenários globais
Dados do World Trade Report 2025 mostram que o comércio global atingiu recordes em 2025, com crescimento de serviços digitais acima de 10% ao ano. O Sul-Sul já representa mais de 25% das trocas globais, especialmente entre África, Ásia e América Latina.
No Brasil, a Agência Brasil aponta previsão de superávit comercial de US$ 72 bilhões para 2026, impulsionado pelo agronegócio e pela indústria de transformação. A explicação é que acordos bilaterais ganham relevância para estabilidade de mercados.
Missões e parcerias estratégicas
A agenda de missões empresariais do Itamaraty, ApexBrasil e AfroChamber ganhou impulso em 2026, com visitas a países africanos como Quênia, Ruanda, Etiópia e Benin. As ações se somam a passagens desde 2024 por Namíbia, Botswana, Moçambique e Tanzânia.
Entre 2024 e 2025, cresceu a atuação em Nigéria, Gana, Costa do Marfim e Senegal, ampliando a rede de negócios B2B. O objetivo é ampliar a presença brasileira no continente e incentivar parcerias com empresas locais.
AfroChamber e alcance internacional
A AfroChamber mantém vínculos com 55 países africanos, atuando na diplomacia econômica e em missões empresariais. A organização reforça o papel do Brasil no comércio Sul-Sul e está alinhada à agenda de aproximação com a África, conduzida pelo MRE e pela ApexBrasil.
Mucaje destacou que, apesar de dificuldades políticas e econômicas, é possível reconstruir pontes de cooperação. O enfoque está em relações consistentes que facilitem negócios entre Brasil e África.
Convergência de sinais para o Brasil
As entrevistas de Marim e Mucaje reforçam a busca do Brasil por protagonismo interno e externo. A aposta recai sobre tecnologia, cultura e sustentabilidade como vetores de crescimento e competitividade.
O podcast Business Rock se posiciona como espaço de debate sobre temas estratégicos, reunindo especialistas e lideranças. Sandrão afirma que o objetivo é conectar o Brasil ao mundo, transformando ideias em oportunidades reais.
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