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Consumo em lares cresce abaixo de 2% no 1º trimestre, aponta Abras

Alta de feijão e leite eleva preço da cesta de 35 itens, enquanto consumo avança 1,92% no 1º trimestre, aponta Abras

Preço do feijão acumula valorização de 28% desde o início do ano, de acordo com o estudo. - (crédito: freepik)
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  • No primeiro trimestre de 2026, o consumo nos lares brasileiros cresceu 1,92% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Abras.
  • Março foi o mês com o melhor resultado mensal de 2026 até agora, com alta de 3,2% frente a março de 2025 e 6,21% ante fevereiro, já influenciado pelo calendário.
  • A cesta de 35 produtos de largo consumo ficou, em março, em R$ 820,54, ante R$ 802,88 em fevereiro, impulsionada pelo aumento de itens como feijão e leite.
  • O feijão subiu 15,4% em março (acumulando 28% no ano) e o leite longa vida avançou 11,74% em relação a fevereiro; ovos e corte traseiro também ficaram mais caros em março.
  • A Abras cita alta do petróleo, encarecimento do transporte e fatores climáticos como motivos para o reajuste de preços, destacando que empresas têm segurado repasses para manter rentabilidade, com riscos de alta continuada de alimentos nos próximos meses.

O consumo nos lares brasileiros cresceu 1,92% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, segundo a Abras. O aumento ficou abaixo do observado no ritmo histórico, influenciado pelo encarecimento de itens básicos.

Entre março e fevereiro, a variação mensal da cesta de 35 produtos de largo consumo foi de 2,2%, levando o preço médio da cesta de R$ 802,88 para R$ 820,54. O mês apresentou o melhor resultado de 2026 até aqui, apesar de haver efeito calendário.

Quais itens pesam no bolso

Feijão disparou 15,4% em março e soma alta de 28% no ano. Leite longa vida avançou 11,74% frente a fevereiro. Entre as proteínas, o ovo ficou 6,65% mais caro em março, com alta acumulada de 6,51% no ano, enquanto o corte traseiro subiu 6,29% desde janeiro.

Para o vice-presidente da Abras, os custos de logística, clima e câmbio ajudaram a puxar os preços. O petróleo alto aumenta o custo de transporte e reposição em cadeias longas, pressionando o valor dos alimentos.

Perspectivas e riscos

A Abras aponta que o cenário pode manter a tendência de alta em alimentos nos próximos meses. Frete mais caro, condições climáticas e oferta limitada devem influenciar custos, mesmo com a atuação de políticas comerciais.

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