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Correios: 3.748 funcionários aderem ao programa de demissão

Correios informam adesão de 3.748 funcionários ao programa de demissão voluntária (PDV) em 100 dias, encerram 68 unidades e projetam economia de R$ 1,4 bilhão para 2027

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon disse que, em 2026, a estatal terá um ano “muito intenso” para recuperar a lucratividade em 2027
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  • Correios informou que 3.748 funcionários aderiram ao programa de demissão voluntária, em linha com a avaliação de que o plano busca reduzir custos, embora a meta seja de até 10.000 adesões.
  • Desde o anúncio do plano, a estatal encerrou 68 unidades no Brasil, mantendo o compromisso de universalização dos serviços.
  • O plano prevê economia de 1,4 bilhão de reais até 2027, com medidas que vão além do encerramento de unidades, incluindo redução de gastos com veículos, manutenção e combustível.
  • Aproximadamente 700 unidades podem ser impactadas pela redução de custos, com possibilidades como transformar agências em pontos de atendimento dentro de prefeituras e negócios locais.
  • Em 2025, os Correios registraram resultado negativo de 8,5 bilhões de reais, valor que representa mais do que o triplo do deficit de 2024.

Os Correios apresentaram nesta quinta-feira, 23 de abril de 2026, os 100 primeiros dias do plano de recuperação. 3.748 funcionários aderiram ao programa de demissão voluntária, segundo o presidente Emmanoel Rondon. A meta é de até 10.000 desligamentos.

Entre as medidas, a empresa prevê o fechamento de 1.000 unidades para reduzir despesas. Até agora, foram encerradas 68 unidades, mantendo o compromisso com a universalização dos serviços.

O plano de recuperação fiscal visa impactar significativamente as contas. A expectativa de economia é de R$ 1,4 bilhão em 2027, com cortes também de gastos com veículos, manutenção e combustíveis.

Rondon sinalizou que cerca de 700 unidades podem sofrer reduções de custo, como transformação de agências em pontos de atendimento em parceria com prefeituras e o comércio local.

Resultados financeiros e próximos passos

Os Correios registraram prejuízo líquido de R$ 8,5 bilhões em 2025, mais que o triplo do ano anterior (R$ 2,6 bilhões). O rombo é recorde desde 1994, segundo a estatal.

O presidente afirmou que o resultado foi abaixo do desejado, mas melhor do que o previsto pela equipe que assumiu a empresa em setembro. Em 2026, a aposta é ter um ano mais intenso para retomar a lucratividade em 2027.

O plano, anunciado em 29 de dezembro de 2025, prevê ganhos de até R$ 7,4 bilhões anuais. Desse total, R$ 4,2 bilhões vêm de demissões e fechamento de unidades; R$ 3,2 bilhões, do aumento de receita.

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