- Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões, e a receita bruta ficou em R$ 17,3 bilhões, 11% menor que o ano anterior.
- Resultado foi apresentado pelo presidente Emmanoel Rondon, na conclusão de 100 dias do Plano de Reestruturação.
- A primeira etapa priorizou a reorganização do fluxo financeiro, com regularização de pendências; houve captação de R$ 12 bilhões em crédito com um pool de bancos.
- Leilões de imóveis ociosos devem gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias, contribuindo para reduzir despesas de manutenção.
- PDV reaberto em janeiro de 2026 teve 3.075 adesões (30,7% do público-alvo), com economia prevista de R$ 1,4 bilhão até 2027; plano prevê fechamento de 16% das agências e redução total de despesas de cerca de R$ 5 bilhões até 2028.
Os Correios encerraram 2025 com prejuízo de R$ 8,5 bilhões. A receita bruta foi de R$ 17,3 bilhões, 11% menor que 2024. Os números foram apresentados nesta quinta-feira (23) pelo presidente Emmanoel Rondon, após os 100 dias do Plano de Reestruturação.
Segundo a estatal, o rombo decorreu de obrigações judiciais provisionadas e aumento de custos operacionais. O patrimônio líquido fechou o ano negativo em R$ 13,1 bilhões, deteriorando o quadro já complexo de liquidez.
O Plano de Reestruturação, aprovado em novembro, buscava recuperar o equilíbrio financeiro após o ativo líquido observar déficit de R$ 10,4 bilhões e prejuízo acumulado de R$ 6,057 bilhões até setembro de 2025. A iniciativa segue em fases.
Medidas de liquidez e reorganização
Na primeira etapa, o foco foi reorganizar o fluxo financeiro, regularizar pendências com fornecedores e com_empregados terceirizados, além de retomar previsibilidade financeira. A empresa captou R$ 12 bilhões em crédito junto a bancos para sustentar a operação.
Entre ações estruturais, destacam-se leilões de imóveis ociosos, com expectativa de gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias e reduzir custos de manutenção. A medida contribui para o reequilíbrio do caixa.
O PDV foi reaberto em janeiro de 2026. Inicialmente, a meta era 10 mil desligamentos; até agora aderiram 3.075 funcionários, o que corresponde a 30,7% do público-alvo. A estimativa é de economia de aproximadamente R$ 1,4 bilhão até 2027.
Reequilíbrio operacional e portas finais
O plano ainda prevê reestruturação do plano de saúde, renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências. Somadas, as ações devem levar a uma redução de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028.
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