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Custo de vida nas 10 cidades mais desejadas pelos super-ricos

Relatório aponta Roma, Mallorca e Nova York entre cidades mais desejadas por super-ricos, com imóveis acima de milhões de dólares e migração tributária global

Villa Dozzio, uma vila do século 19 no Lago di Como
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  • Relatório da Knight Frank aponta Roma (Via Veneto), Mallorca e Nova York entre as 10 cidades mais desejadas pelos super‑ricos, com imóveis acima de US$ 1 milhão e US$ 2 milhões em alguns casos.
  • Upper East Side, em Manhattan, figura entre os mercados promissores, com novos condomínios e imóveis pré‑guerra acima de US$ 7.000 por metro quadrado; Pacific Palisades também está em alta.
  • Itália atrai investidores devido a regime de imposto fixo sobre ganhos no exterior; na Via Veneto e no Lago de Como há demanda, com apartamentos de até US$ 5 milhões.
  • Chelsea, Londres, ganha fôlego entre compradores locais e estrangeiros, com dois quartos acima de US$ 2 milhões e casas maiores entre US$ 7 milhões e US$ 13 milhões.
  • Outros destinos em destaque incluem Mallorca, St-Martin‑de‑Belleville, Dalefield, Geelong e Silberküste; grandes fluxos são impulsionados por impostos, qualidade de vida e investimentos em arte e relógios, com queda em vinhos finos, uísque raro e carros de luxo.

Compradores ultrarricos continuam a buscar imóveis de alto padrão, com preferência por cidades europeias e norte-americanas. O relatório de riqueza da Knight Frank aponta Roma, Mallorca e Nova York entre os destinos mais desejados, além de investimentos acima de US$ 1 milhão em apartamentos e casas com múltiplos quartos.

Na Via Veneto, Roma, compradores pagam mais de US$ 1 milhão por um apartamento de cerca de 93 m². Em Mallorca, ilhas espanholas, casas de dois quartos chegam a custar acima de US$ 2 milhões. Em Nova York, o Upper East Side segue na lista de mercados promissores para o próximo ano.

Segundo o estudo, o Upper East Side registra movimentação intensa desde o início de 2026, com condomínios novos e unidades pré-guerra que podem superar US$ 7 mil por m². Em Pacific Palisades, Hollywood, a recuperação segue após incêndios florestais ocorridos no ano anterior.

Europa e Londres mantêm atratividade entre ricos

A Itália se consolida como destino de alta renda, impulsionada por regime de imposto fixo para ganhos no exterior. Apartamentos de três quartos no Lago de Como podem chegar a US$ 5 milhões, enquanto a Via Veneto figura entre as áreas mais procuradas.

Mercado de Chelsea, em Londres, também registra demanda elevada. Duas opções de compra são comuns: apartamentos de dois quartos acima de US$ 2 milhões e casas maiores entre US$ 7 milhões e US$ 13 milhões, segundo a Knight Frank.

Alpes, Nova Zelândia e Suíça em foco

Na França, St-Martin-de-Belleville atrai famílias com chalés de quatro quartos avaliados em cerca de US$ 1,8 milhão. Em Dalefield, próximo a Queenstown, Nova Zelândia, uma casa moderna pode sair por US$ 3 milhões. Geelong, na Austrália, oferece imóveis próximos à baía por cerca de US$ 2 milhões.

Na Suíça, Silberküste, à beira do Lago de Zurique, atrai executivos e investidores estrangeiros. Apartamentos de dois quartos ficam em torno de US$ 1,9 milhão, e vilas à beira‑água começam em US$ 25 milhões.

Migração de ultrarricos e padrões de consumo

Nos EUA, mudanças tributárias recentes incentivam a migração de bilionários para estados com regimes mais favoráveis, como a transição de nomes como Zuckerberg e Brin para Miami. No Reino Unido, o fim do status de não domiciliado também impacta fluxos de riqueza.

Segundo a Henley & Partners, mercados como Reino Unido, China, Índia, Coreia do Sul, Rússia e Brasil aparecem entre os que mais perdem residentes ricos, por fatores econômicos e políticos, além de qualidade de vida.

Investimentos de alto valor em arte e relógios

Os ultra-ricos também redirecionam recursos para arte e colecionáveis, com recuperação do mercado de obras após 2025. Obras de Klimt, Monet e van Gogh continuam atraentes, enquanto houve recuo em gastos com uísques raros, vinhos finos e carros clássicos, aponta o relatório.

O artigo original foi publicado pela Forbes com base no levantamento da Knight Frank. As informações aqui apresentadas seguem o objetivo de esclarecer mercados de luxo sem emitir julgamentos ou opiniões.

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