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Digi adia IPO devido à volatilidade do mercado provocada pela guerra no Irã

Digi adia a estreia na bolsa espanhola por volatilidade do mercado provocada pela guerra no Oriente Médio, mesmo com demanda de investidores

El CEO de Digi en España, Marius Varzaru, en una foto de archivo.
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  • Digi decidiu adiar a estreia em bolsa da sua filial espanhola devido à forte volatilidade do mercado causada pela guerra no Irã.
  • A operação previa uma Oferta Pública de Subscrição entre 150 e 200 milhões de euros, com a empresa dizendo ter capacidade de manter investimentos sem ampliar capital.
  • O debut estava inicialmente marcado para o fim deste mês, passando para a segunda semana de maio, mas foi adiado por temores de desempenho fraco na abertura.
  • O lançamento pode ocorrer mais tarde, com possibilidade de junho ou julho, ou, se necessário, apenas em setembro, dependendo das contas do primeiro trimestre e da auditoria.
  • A decisão contou com o apoio de grandes bancos e assessores, que seguem avaliando o momento adequado diante da situação geopolítica na região.

Digi aplaza a saída a Bolsa de sua filial espanhola, citando volatilidade do mercado causada pela guerra na região. A operadora romena informou que, apesar do interesse dos investidores e de uma demanda robusta, decidiu adiar a operação para evitar resultados fracos na estreia.

A decisão envolve a intenção de uma Oferta Pública de Suscrição (OPS) entre 150 e 200 milhões de euros, com a possibilidade de a matriz vender participação minoritária para reduzir dívida. Bancos de investimento seguem envolvidos desde setembro do ano passado.

A mudança ocorre mesmo com fluxo de ordens de compradores permanecendo alto nas etapas preliminares, segundo fontes. Inicialmente, o debut estava previsto para o fim deste mês, depois para a segunda semana de maio.

Contexto do mercado

Antes da decisão, a CNMV já tinha dado parecer informal favorável ao folleto. A incerteza geopolítica elevou o temor de um debut decepcionante, impactando também outras ofertas globais, com muitos lançamentos adiados.

A Digi avalia lançar a operação em momento posterior, sem pressa. Caso as contas do primeiro trimestre estejam disponíveis, a empresa pode estrear entre junho e julho; senão, aguarda até setembro, quando as demonstrações semestrais estiverem auditadas.

Zoltán Teszári, fundador, prepara a salida desde 2024, destacando o crescimento da operação na Espanha como motor do grupo. Serghei Bulgac, CEO, aponta que a filial é estratégica para o futuro, com resultados resilientes nos próximos anos.

O processo envolve coordenadores globais como Santander, Barclays e UBS, com apoio de BNP Paribas e Citi. Assuntos legais ficam a cargo de Linklaters e Uría Menéndez. A avaliação preliminar da Digi, antes da OPS, situava a empresa em cerca de 2 bilhões de euros na Espanha.

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