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Funcionários da Samsung realizam maior protesto e ameaçam greve de 18 dias

Protesto de quarenta mil na Samsung se torna a maior mobilização da empresa; greve de dezoito dias pode interromper a produção de chips caso demandas por participação nos lucros não sejam atendidas

Centenas de pessoas reunidas em protesto, muitas com punhos erguidos. Algumas seguram cartazes com texto em coreano. A maioria usa roupas casuais e algumas usam máscaras faciais.
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  • Dezenas de milhares de trabalhadores da Samsung se reuniram ao sul de Seul, em Pyeongtaek, na quinta-feira (23), em protesto que virou o maior da empresa e que pode interromper a produção de chips de IA.
  • Caso não haja atendimento, eles planejam greve de dezoito dias a partir de 21 de maio, o que pode atrasar entregas e elevar preços de chips.
  • Principais reivindicações: eliminar o teto de bônus de cinquenta por cento do salário-base, aumentar o salário-base em sete por cento, destinar quinze por cento do lucro operacional a bônus e tornar os cálculos de bônus mais transparentes; também querem receber parte dos lucros gerados pelo boom de IA.
  • A pressão cresce diante da disputa com a rival SK Hynix, que concordou em eliminar o teto de bônus, e enquanto a Samsung lucra com o auge da IA.
  • A organização sindical afirma que a base de filiados já passa de noventa mil, representando mais de setenta por cento da força de trabalho na Coreia do Sul.

Dezenas de milhares de trabalhadores da Samsung se reuniram ao sul de Seul nesta quinta-feira para protestar contra a remuneração antes de uma greve prevista que pode interromper a produção de chips de IA. O ato reuniu cerca de 40 mil pessoas, segundo sindicatos e a polícia, e marcou o maior protesto já registrado na empresa.

Os trabalhadores cobram aumento salarial e a participação de parte dos lucros obtidos com o boom da IA. Caso as demandas não sejam atendidas, planejam entrar em greve por 18 dias a partir de 21 de maio. A paralisação pode impactar entregas e elevar preços.

A principal queixa envolve a diferença de bônus em relação à concorrente SK Hynix, que ampliou pagamentos após mudanças na remuneração. Trabalhadores da Samsung acusam tratamento desigual e citam saída de colegas para a rival como reflexo.

Segundo relatos, mais de 90 mil sindicatos já representam a força de trabalho da Samsung na Coreia do Sul, correspondentes a mais de 70% dos trabalhadores da empresa no país. A demanda central é eliminar o teto de bônus, atualmente em 50% do salário-base anual, posição que a administração rejeitou.

Enquanto isso, a diretoria tem indicado propostas como pagar 10% do lucro operacional por desempenho e ampliar recursos para favorecer pagamentos maiores aos funcionários da divisão de memória, frente à concorrência. Membros do sindicato também pleiteiam aumento de 7% no salário-base e maior clareza sobre o cálculo dos bônus.

Demandas e contexto

A pressão trabalhista ganhou força após a SK Hynix concordar, no ano passado, com reformas na remuneração e bônus mais generosos. A Samsung, porém, mantém o teto de bônus e busca equilibrar ganhos com investimentos na produção de memória.

A mobilização em Pyeongtaek ocorre em meio a um cenário de lucros recordes para a Samsung com o avanço da IA, especialmente após o lançamento de tecnologias associadas ao ChatGPT. A empresa não comentou detalhes adicionais sobre as negociações neste momento.

Próximos passos

Caso as negociações não avancem, a greve de 18 dias está prevista para começar em 21 de maio, podendo afetar prazos de entrega e competitividade da Samsung no mercado de chips. As partes devem manter diálogos com mediação de representantes sindicais e autoridades trabalhistas para evitar interrupções maiores.

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