- Governo enviou ao Congresso um projeto de lei complementar que cria mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis quando houver aumento de arrecadação ligado à alta do petróleo no mercado internacional.
- A redução atinge diesel, gasolina, etanol e biodiesel, financiada pelo ganho extra de arrecadação decorrente da alta do petróleo.
- As reduções seriam temporárias, válidas por até dois meses, com reavaliação ao fim de cada período, e dependentes da duração dos efeitos da guerra.
- No momento, não há confirmação de corte imediato para a gasolina; o texto permite, no futuro, decretos presidenciais para aplicar reduções.
- Se aprovado, os cortes seriam implementados por decretos do presidente, a partir de propostas do Ministério da Fazenda; a estimativa é de cerca de R$ 800 milhões com recuo de R$ 0,10 por tributo por dois meses.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva enviou ao Congresso nesta quinta-feira (23) um projeto de lei complementar que cria um mecanismo para reduzir tributos sobre combustíveis quando houver aumento da arrecadação decorrente da alta do petróleo no mercado internacional. A iniciativa busca mitigar os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o preço ao consumidor.
O texto foi protocolado pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta, e prevê uso de ganhos extraordinários de receita para compensar reduções temporárias de tributos sobre diesel, gasolina, etanol e biodiesel. A lógica é simples: ao elevar-se o preço do petróleo, sobe a arrecadação pública, o que permitiria cortes sem despesas adicionais.
Segundo o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, o regime permitiria reduzir PIS, Cofins e o Cide, especificamente para a gasolina. As reduções seriam temporárias, com duração máxima de dois meses e reavaliação ao fim de cada periodo.
Ainda conforme Moretti, não há previsão de queda imediata do preço da gasolina. O objetivo é criar condições legais para eventuais cortes por decreto presidencial no futuro, caso o cenário permita.
Pelo cálculo do governo, cada redução de 0,10 real no tributo, por dois meses, geraria cerca de 800 milhões de reais em economia pública. O mecanismo ficaria vigente enquanto durarem os efeitos da guerra.
O projeto determina que, se aprovado, os cortes serão implementados por decretos do presidente, mediante propostas do Ministério da Fazenda. O Ministério da Fazenda também poderia avançar com reduções parciais de tributos sobre gasolina e etanol.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a aprovação permitiria avanços em reduções ainda não efetivadas. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta, está alinhado com a iniciativa.
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