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Guerra no Irã reduz exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em mais de 30%

Guerra no Irã derruba 31,47% das exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, com frete mais caro e rotas desviadas; carnes mantêm demanda

Produção de soja e milho em Macapá – Exportação para a Guiana Francesa — Foto: Arthur Alves/PMM
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  • Em março, as exportações brasileiras para o Golfo Pérsico somaram US$ 537,1 milhões, queda de 31,47% em relação a março do ano anterior, segundo MDIC/ComexStat.
  • O bloqueio do Estreito de Ormuz elevou os custos de frete e levou transportadoras a usar rotas mais longas, aumentando o tempo de viagem.
  • O agronegócio foi o setor mais afetado: milho quase não foi enviado; açúcar e melaços registraram forte retração; trigo e centeio tiveram embarques relevantes zerados.
  • As carnes mantiveram demanda: o frango permaneceu o principal item exportado para o Golfo; a carne bovina teve alta de valor, acompanhando preços internacionais.
  • As importações de fertilizantes nitrogenados da região cresceram mais de 265% em março, com empresas brasileiras antecipando compras devido às incertezas geopolíticas e problemas logísticos.

O valor das exportações brasileiras para o Golfo Pérsico caiu 31,5% em março, influenciado pela guerra no Irã e pelos atrasos no Estreito de Ormuz. Dados do MDIC, compilados pelo ComexStat, mostram vendas de US$ 537,1 milhões para a região no mês.

A queda ocorreu principalmente por falhas na logística: o aumento de risco elevou custos de frete, levou a rotas mais longas e provocou desvio de navios para contornar Ormuz, elevando o tempo de viagem.

O recuo afeta sobretudo o agronegócio, com milho quase parando de ser enviado e reduções em açúcar e melaços. Grãos como trigo e centeio tiveram embarques limitados no mês.

Impacto logístico e contexto geopolítico

Especialistas apontam que a geopolítica passou a ditar o fluxo de mercadorias, elevando custos de seguro e volatilidade de preços. O CEO da Referência Capital, Pedro Ros, afirma que rotas podem mudar com tensões internacionais.

Demanda por carnes e importação de fertilizantes

Mesmo com a queda, carnes mantiveram demanda no Golfo. O frango segue como o principal item exportado pelo Brasil, seguido pela carne bovina, cuja valorização chegou à linha de receita devido aos preços internacionais.

Além disso, o Brasil depende de fertilizantes nitrogenados vindos da região. Em março, as importações desses insumos cresceram mais de 265%, conforme dados do MDIC, à medida que empresas buscavam estoques diante da incerteza logística.

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