- A receita comparável da L’Oréal avançou 7,6% no primeiro trimestre, com crescimento em todas as divisões, lideradas por produtos profissionais e dermocosméticos.
- As ações da empresa chegaram a subir até 9,8 pontos no início do pregão em Paris, maior alta intradiária em quase 16 anos.
- A divisão Luxe (marcas de alto padrão) cresceu 5,2% na base comparável, enquanto a de consumo avançou 5,8%.
- A L’Oréal concluiu, no mês passado, a aquisição de quatro bilhões de euros da unidade de beleza da Kering, incluindo a House of Creed.
- A empresa informou impactos de custos logísticos e de matérias-primas ligados ao preço do petróleo, com expectativa de possible aumento de preços ainda neste ano.
A L’Oréal divulgou resultados do primeiro trimestre com venda comparável avançando 7,6% e crescimento em todas as divisões. O destaque ficou com dermocosméticos e produtos profissionais, refletindo recuperação da demanda. As ações subiram no pregão de Paris.
A receita do grupo aumentou mesmo com volatilidade macroeconômica, impulsionada por shampoos, cuidados com a pele e itens de luxo. A ampliação das margens e a diversificação de portfólio ajudaram a sustentar o desempenho.
As ações da L’Oréal chegaram a subir até 9,8 pontos na abertura em Paris, o maior ganho intradiário em quase 16 anos, segundo informações da Bloomberg.
Resultados por divisão
A divisão Luxe, com marcas de alto padrão como Lancôme e Yves Saint Laurent, cresceu 5,2% na base comparável. A unidade de consumo avançou 5,8% no mesmo critério. Vendas ajustadas subiram 6,7%.
Toda a linha de dermocosméticos e produtos profissionais registrou crescimento de dois dígitos, mantendo liderança da empresa mesmo em um cenário desafiador para o consumo.
A empresa também confirmou a aquisição de 4 bilhões de euros da unidade de beleza da Kering, incluindo House of Creed, anunciada recentemente, fortalecendo seu portfólio.
Cenário geográfico e impactos
Vendas aumentaram na Europa e na América do Norte, enquanto a região que inclui a China mostrou queda de 4%, menor que a expectativa de analistas. O Oriente Médio registrou impacto negativo devido ao conflito regional.
O CEO Nicolas Hieronimus reiterou a resiliência da carteira de produtos, desde soluções de pele até itens de maquiagem de massa. Analysts da RBC destacaram o início de ano promissor para o setor.
Custos, câmbio e perspectivas
A L’Oréal mencionou custos logísticos e de matérias-primas ligados ao alto preço do petróleo. Caso o petróleo permaneça entre 90 e 100 dólares, o impacto estimado fica entre 90 e 100 milhões de euros.
O guidance aponta possível elevação de preços no longo prazo para compensar inflação, segundo o diretor financeiro Christophe Babule. A empresa segue otimista com o mercado global de beleza.
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