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Lovable adota estratégia pés descalços com planos que mudam a cada 15 horas

Lovable opera com pivôs a cada quinze horas, substituindo roadmap anual por ajustes contínuos para gerar valor imediato em IA

A startup sueca, que tem o Brasil como o seu segundo maior mercado, anunciou uma receita recorrente anualizada de US$ 400 milhões
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  • Lovable, startup sueca, não segue roadmap fixo: decisões técnicas são reavaliadas a cada 15 horas.
  • Fabian Hedin, cofundador e CTO, defende pivotagem constante e agilidade para não perder relevância na era da IA.
  • A empresa levantou US$ 330 milhões em rodada liderada pela CapitalG e Menlo Ventures, avaliando-se em US$ 6,6 bilhões em dezembro de 2025.
  • O conceito de “vibe coding” permite que usuários descrevam projetos em linguagem simples e gerem programas completos com IA, sem precisar programar.
  • Lições aprendidas: evitar hype e voltar ao básico quando necessário, focando em soluções atuais e valor imediato em vez de arquiteturas prometidas para o futuro.

No quartel-general da Lovable, em Estocolmo, uma pilha de sapatos na entrada simboliza uma cultura de pragmatismo sobre protocolo. A startup desenha um caminho ágil para IA, sem depender de um roadmap fixo.

Fabian Hedin, cofundador e CTO, desloca o foco de planejamento anual para uma mentalidade de pivotagem. Decisões técnicas são reavaliadas a cada momento, com o mercado de IA exigindo respostas rápidas e ajustadas à realidade.

A Lovable surgiu no fim de 2023 e hoje já é avaliada em US$ 6,6 bilhões. Em dezembro de 2025 levantou US$ 330 milhões em rodada liderada pela CapitalG e Menlo Ventures, fundo ligado à Alphabet.

A empresa é pioneira no conceito de *vibe coding*, que permite a usuários sem conhecimento de código descreverem um projeto e verem uma solução de IA montada automaticamente.

Para Hedin, planejamento de 12 meses não funciona no ritmo atual. O que importa é manter o propósito: tornar possível a qualquer pessoa transformar ideias em software, especialmente os chamados 99%.

De volta ao básico

Hedin relembra um erro inicial: apostar no hype das capacidades da IA. Durante o GPT-3.5, a Lovable investiu meses em um sistema de orquestração de agentes, ainda que não atendesse às necessidades imediatas dos clientes.

A decisão foi abandonar o que não era essencial e retornar ao que faz sentido hoje, com foco em gerar valor imediato. Engenheiros foram orientados a desconstruir o que não funcionava e priorizar soluções práticas.

Essa lição serve como guia para novos empreendedores presentes na plateia: criar valor agora, conectando capacidades existentes para resolver dores reais, em vez de investir em arquiteturas para o futuro distante.

A narrativa da Lovable destaca ainda a velocidade de mudanças no ecossistema de IA, onde atualizações profundas ocorrem a cada trimestre, tornando estruturas rígidas de infraestrutura pouco eficientes.

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