- O Macquarie rebaixou a recomendação da DiDi Global para neutra e reduziu o preço-alvo de US$ 9,30 para US$ 3,90, citando falta de gatilhos de curto prazo.
- No quarto trimestre de 2025, a DiDi informou receita de 58 bilhões de yuans, GTV de 124 bilhões de yuans e EBITDA ajustado negativo de 2,1 bilhões de yuans, abaixo das expectativas.
- A pressão principal vem do Brasil, onde a expansão do delivery elevou custos com incentivos e levou a perda da divisão internacional a 3,4 bilhões de yuans no trimestre (aprox. US$ 470 milhões), quatro vezes maior que no ano anterior.
- A projeção é de perdas de cerca de 10 bilhões de yuans em 2026 para esse segmento, mesmo com crescimento de 46% no GTV; o relatório aponta que os gastos teriam atingido o pico.
- Na China, o GTV subiu 11% e o preço médio das corridas avançou 1% em relação ao ano anterior, mas não basta para compensar as pressões externas; o banco reduziu estimativas de EBITDA em 23% para 2026 e 54% para 2027, mantendo a recuperação dependente de operação internacional e de visibilidade sobre possível IPO em Hong Kong.
O Macquarie rebaixou a recomendação da DiDi Global para neutra e reduziu o preço-alvo de US$ 9,30 para US$ 3,90, citando falta de gatilhos de curto prazo. O movimento impacta a avaliação de mercado da empresa controladora da DiDi, dona da app 99.
O banco aponta pressão intensa no Brasil, onde a expansão do delivery elevou custos com incentivos. O resultado foi um prejuízo da divisão internacional de 3,4 bilhões de yuans no trimestre, equivalente a cerca de US$ 470 milhões, quatro vezes maior que no mesmo período do ano anterior.
Para 2026, a projeção é de perdas ao redor de 10 bilhões de yuans no segmento internacional, mesmo com crescimento de 46% no GTV. O relatório afirma que os gastos podem ter atingido o pico, mas prevê recuperação de rentabilidade apenas de forma gradual.
Na China, o negócio permanece mais estável, com GTV crescendo 11% no trimestre e o preço médio das corridas subindo 1% na comparação anual. Apesar disso, o desempenho externo continua pressionado. O Macquarie revisou para baixo as estimativas de EBITDA em 23% para 2026 e 54% para 2027, prevendo depender da melhoria da operação internacional e de maior clareza sobre eventual IPO em Hong Kong.
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