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Mercosul-UE pode aumentar exportações brasileiras em 13%, afirma Alckmin

Governo projeta aumento de até 13% nas exportações com o Mercosul-UE, início provisório em maio e tarifas zeradas para cerca de cinco mil produtos

Vice-presidente Geraldo Alckmin 17 de novembro de 2025. REUTERS/Adriano Machado/Foto de arquivo
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  • O governo projeta aumento de até treze por cento nas exportações do Brasil com o acordo Mercosul‑UE, quando estiver plenamente em vigor em 2038; já a retirada gradual de tarifas começa em 1º de maio para cerca de cinco mil produtos.
  • Para o setor industrial, o ganho de exportações pode chegar a vinte e seis por cento com o acordo, segundo o vice‑presidente Geraldo Alckmin; as importações brasileiras também devem aumentar.
  • A entrada em vigor de 1º de maio é provisória, pois França questionou o acordo no Tribunal de Justiça europeu; a liberalização de tarifas deverá se completar em até doze anos.
  • Hoje, Brasil e União Europeia movimentam cerca de US$ 100 bilhões em comércio; a Apex projeta até US$ 1 bilhão a mais na balança comercial no primeiro ano, e o Ipea aponta ganho de até 0,46% do PIB entre 2024 e 2040.
  • Alegando equilíbrio, Alckmin cita salvaguardas que permitem suspensão temporária de importações; o governo também busca acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá, além de considerar a participação de Venezuela no Mercosul.

O governo brasileiro projeta um aumento de 13% nas exportações do país com a plena vigência do acordo entre Mercosul e União Europeia, prevista para 2038. A estimativa foi apresentada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, na véspera da entrada em vigor parcial do tratado.

Alckmin disse que, a partir de 1º de maio, cerca de 5 mil produtos terão tarifa zerada, o que deve gerar impacto relevante nas exportações. O ganho específico para o setor industrial é estimado em 26%.

A entrada em vigor em 1º de maio é provisória, porque alguns países, como a França, questionaram o acordo no Tribunal de Justiça Europeu. A retirada gradual de tarifas deve ocorrer ao longo de até 12 anos.

Para frutos, açúcar, carne bovina e avícola e parte de maquinário, especifuos os setores com impactos imediatos. Também há projeção de maiorVolume de importações por parte do Brasil.

Atualmente, o comércio Brasil-UE soma cerca de US$ 100 bilhões, com superávit europeu de aproximadamente US$ 500 milhões. França e outros membros têm poder de questionar a implementação plena.

Apexel aponta até US$ 1 bilhão de ganho na balança comercial no primeiro ano de vigência. O Ipea estima aumento de 0,46% do PIB entre 2024 e 2040, equivalente a US$ 9,3 bilhões.

Salvaguardas rígidas, previstas pela UE, permitem suspensão temporária de importações com alta de até 5% acima da média dos três anos. MEC defende equilíbrio entre Mercosul e UE diante dessas regras.

Além de avançar com a UE, o governo cita possibilidades de acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá ainda neste ano. O Mercosul também conversa com Colômbia e pode reintroduzir a Venezuela, hoje suspensa.

Negociações com os EUA seguem em curso. Mesmo com queda de tarifas em várias áreas, aço, alumínio, cobre e automóveis ainda enfrentam barreiras. Investigações da seção 301 podem impactar tarifas.

Alckmin ressaltou que o Brasil oferecerá esclarecimentos aos EUA e manteve a aposta em continuidade de cooperação. O governo vê espaço para acordos tarifários e não tarifários, fortalecendo parcerias.

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