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Mudanças no FGC iniciam aperfeiçoamento regulatório com BC e entidades

Mudanças no FGC iniciam aperfeiçoamento regulatório para evitar novos casos Master, com bancos devendo manter parte de recursos em títulos públicos, aumentando liquidez

Sede do Banco Central (BC) em Brasília — Foto: Ton Molina/Bloomberg
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  • As mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos foram publicadas pelo Conselho Monetário Nacional no dia 23, no âmbito do aperfeiçoamento regulatório discutido pelo Banco Central e pelas entidades do setor.
  • Instituições que captam recursos com cobertura do FGC terão que manter parte do dinheiro aplicado em títulos públicos federais, limitando o ativo e assegurando liquidez mínima.
  • O ajuste busca evitar novos casos Master, um dos gatilhos apontados no debate regulatório.
  • No primeiro semestre, deve ser publicada a norma final sobre indicadores de liquidez de curto prazo (LCR) e de liquidez de curto prazo estável (LCRS) e a divulgação da alavancagem em relação ao patrimônio líquido ajustado.
  • No segundo semestre, as discussões devem avançar sobre o tamanho do FGC, prazo menor para ressarcimento a depositantes e medidas de transparência de custos na distribuição de títulos, similares à resolução da Comissão de Valores Mobiliários para títulos bancários.

O Conselho Monetário Nacional publicou nesta quinta-feira (23) mudanças nas regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O movimento integra o aperfeiçoamento regulatório discutido por Banco Central (BC), Febraban e ABBC na consulta pública 123. O objetivo é evitar novos casos Master.

Na prática, instituições que captam recursos cobertos pelo FGC deverão manter parte do dinheiro aplicado em títulos públicos federais. Isso impõe uma limitação no ativo e aumenta a liquidez mínima exigida. Uma fonte ligada ao mercado comentou que o BC precisa regular e restringir o uso do dinheiro captado.

Este é o primeiro passo de um conjunto de medidas previstas para este ano. No primeiro semestre, deve sair a norma final sobre indicadores de liquidez de curto prazo (LCR e LCRS) e a divulgação obrigatória da alavancagem em relação ao patrimônio líquido ajustado, para ampliar transparência.

Plano regulatório para o FGC

No segundo semestre, as discussões devem avançar sobre o tamanho do FGC e um prazo menor para o ressarcimento a depositantes. Também estão previstas medidas de transparência de custos na distribuição de investimentos, seguindo o modelo da CVM, mas aplicadas a títulos bancários.

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