- Núcleo da inflação ao consumidor que exclui alimentos frescos ficou em 1,8% em março, abaixo da meta de 2% pelo segundo mês consecutivo.
- Subvenções de energia ajudaram a reduzir o impacto do conflito no Oriente Médio; preços da energia caíram 5,7% em março, ante queda de 9,1% em fevereiro.
- Preços de alimentos não perecíveis subiram 5,2% em março, frente a 5,7% no mês anterior.
- O governo manteve subsídios para eletricidade, gás e gasolina, lançados no começo do ano para aliviar o custo de vida.
- O CPI geral avançou 1,5% em março em relação ao mesmo mês de 2025, enquanto o núcleo ampliado, que também exclui energia, subiu 2,4%.
O núcleo da inflação no Japão ficou abaixo da meta de 2% do banco central pelo segundo mês seguido, em março. O resultado foi influenciado pelos subsídios a energia, que atenuaram o impacto do conflito no Oriente Médio, segundo dados oficiais.
O núcleo do CPI, que exclui alimentos frescos, subiu 1,8% na comparação anual de março, frente 1,6% em fevereiro. A leitura ficou alinhada à previsão mediana de economistas pesquisados pela Quick, provider de dados.
Subvenções para energia
Os preços da energia recuaram 5,7% em março, mas a queda foi menor que a de fevereiro (-9,1%). As famílias tiveram apoio com subsídios a eletricidade e gás nos três primeiros meses do ano, e subsídios à gasolina começaram em 19 de março.
O governo japonês divulgou também o CPI geral, que avançou 1,5% em março ante o mesmo mês de 2023, e o núcleo ampliado do CPI, que exclui alimentos frescos e energia, com alta de 2,4%.
O núcleo do CPI já havia ficado acima da meta entre abril de 2022 e janeiro de 2026, mas o patamar permaneceu abaixo da meta em fevereiro pela primeira vez em quase quatro anos, antes de manter-se abaixo novamente em março.
O Banco do Japão acompanha o núcleo do CPI como indicador-chave para políticas monetárias, mantendo a meta de 2% como referência para calibrar estímulos e futuros ajustes.
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