Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PF mira regimes municipais que aportaram recursos ao Master

PF mira regimes municipais que aportaram recursos no Banco Master, envolvendo dezoito entes de três estados e quinze municípios, após operação suspeita

Fachada da sede do Banco Master, em São Paulo — Foto: Maria Isabel Oliveira/O globo
0:00
Carregando...
0:00
  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard contra institutos de previdência estaduais, e o Iprem de Santo Antônio da Posse (SP) é um dos 18 regimes que investiram em letras financeiras do Banco Master.
  • O Banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro anterior, e seu dono, Daniel Vorcaro, está preso sob suspeita de fraudes.
  • Os 18 entes subnacionais investiram ao menos 1,9 bilhão de reais em letras financeiras do Master; o Rioprevidência liderou com 970 milhões de reais.
  • O Amprev, fundo de previdência de Amapá, aplicou cerca de 400 milhões de reais, e o Amazonasprev informou 50 milhões de reais investidos; ambos enfrentaram operações da PF.
  • Investimentos no Master foram alvo de contestações de órgãos de controle, com investigações sobre irregularidades na gestão de recursos e possíveis violação de normas de governança.

Oito regimes de previdência investiram em letras financeiras do Banco Master, agora liquidado. A Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard nesta quinta-feira para apurar irregularidades envolvendo fundos municipais e estaduais que aportaram recursos no banco de Daniel Vorcaro, preso sob suspeita de fraudes.

Ao todo, 18 regimes próprios de previdência, de três estados e 15 municípios, teriam aplicado recursos no Master. Os recursos somaram pelo menos R$ 1,9 bilhão em letras financeiras, segundo o Ministério da Previdência Social. O tipo de aplicação não conta com garantia do FGC.

O Iprem de Santo Antônio da Posse (SP) figure entre os alvos, conforme informações do MPS. O banco Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.

Maior investidor e recentes desdobramentos

O Rioprevidência, órgão do Rio de Janeiro que atende mais de 230 mil servidores, foi o maior investidor, com cerca de R$ 970 milhões. O montante representa quase 8% do total aplicado pelo Rioprevidência em letras do Master. Em fevereiro, o ex-presidente Deivis Marcon Antunes teve prisão temporária convertida em preventiva na Operação Barco de Papel.

A Amprev, previdência do Amapá, ficou em segundo lugar, com aproximadamente R$ 400 milhões em letras do Master. Em fevereiro, a PF deflagrou a Operação Zona Cinzenta para apurar irregularidades na gestão daquela casa previdenciária. O então diretor-presidente Jocildo Lemos deixou o cargo pouco depois.

O Amazonasprevidência, por sua vez, destina R$ 50 milhões a essas letras. Em março, a PF deflagrou a Operação Sine Consensu, com buscas e afastamentos de servidores, para investigar a gestão entre junho de 2024 e setembro de 2024. Relatórios indicam que o volume irregular poderia superar os R$ 50 milhões iniciais.

Contexto e avaliações de governos de controle

Relatórios do Tribunal de Contas do Estado do Rio questionam aplicações do Rioprevidência acima de R$ 2,6 bilhões, com parte dos recursos investidos entre maio e julho de 2025, quando já se conheciam falhas do banco. O Rioprevidência sustenta que não houve novos investimentos desde agosto de 2024.

O Master foi creditado com problemas de liquidez, levando à sua liquidação. Os entes públicos envolvidos enfrentam investigações que apuram gestão temerária, fraude e irregularidades na governança de investimentos de recursos previdenciários. As apurações seguem sob responsabilidade das autoridades federais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais