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Plano de reestruturação dos Correios tem resultado parcial abaixo das expectativas, aponta estatal

Plano de reestruturação dos Correios registra resultado parcial abaixo das expectativas e prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, com PDV de 3,2 mil adesões

Coletiva de imprensa dos Correios. — Foto: Clerton Cruz/ TV Globo
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  • O plano de reestruturação dos Correios tem três eixos principais: recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico, incluindo ações como redução de custos e monetização de ativos (potencial de R$ 1,5 bilhão).
  • Em 2025, a empresa fechou o ano com prejuízo superior a R$ 8 bilhões, mantendo a série negativa desde 2022.
  • O PDV, anunciado no início do ano, teve 3,2 mil adesões; a previsão era de 10 mil neste ano e 5 mil em 2027, com economia estimada em R$ 923 milhões.
  • A venda de imóveis arrecadou cerca de R$ 11,3 milhões com 11 imóveis vendidos; novos leilões estão programados para abril, com 42 propriedades disponíveis.
  • Prevê-se o fechamento de até mil unidades até o fim do ano, sem impactar a universalização; já foram fechadas 127 desde o início, com 68 apenas em 2026, e há possibilidade de parcerias para outras 700 unidades.

Após aprovação do plano de reestruturação pelos Correios, a estatal apresentou um balanço parcial com resultados abaixo das expectativas. O documento também traz o balanço financeiro de 2025, que aponta prejuízo superior a 8 bilhões de reais. O plano tem três eixos: recuperação financeira, consolidação do modelo e crescimento estratégico.

O objetivo é alcançar retornos positivos por meio de ações diretas, incluindo PDV, redução de custos, reestruturação da rede de atendimento, modernização da infraestrutura tecnológica e monetização de ativos. A empresa também avalia fusões e aquisições para o médio prazo.

PDV

O PDV fechado no início de 2026 teve adesão de 3,2 mil funcionários, bem abaixo da meta de 10 mil neste ano e 5 mil em 2027. O presidente Emmanoel Rondón destacou que o resultado foi positivo frente ao PDV anterior, que recebeu 3,8 mil adesões.

Segundo comunicado interno, as adesões aos PDVs devem gerar economia de cerca de 923 milhões de reais. A gestão ressalta ganho de eficiência com a medida.

Venda de imóveis

A venda de imóveis segue como frente de atuação, com dificuldades iniciais. Nos dois primeiros leilões, 21 unidades foram ofertadas e apenas 4 foram arrematadas. Até o momento, a venda de 11 imóveis arrecadou cerca de 11,3 milhões de reais.

Novos leilões estão programados para 9 e 16 de abril, com 42 propriedades disponíveis em todo o país. Executar as vendas é parte do esforço de ajuste financeiro da empresa.

Fechamento de unidades

A estatal prevê encerrar até o fim do ano mil unidades, entre agências, sem interromper a universalização do serviço. Desde o início da reestruturação, já foram fechadas 127 unidades, com 68 fechamentos em 2026.

Há ainda perspectiva de que outras 700 unidades tenham a operação flexibilizada por meio de parcerias com órgãos públicos, buscando manter o atendimento.

Outras medidas

Entre as ações, houve queda de 43% no volume de encomendas em atraso após reformulação de rotas, aumento de eficiência de 40% e renegociação de dívidas que gerou economia de 321 milhões de reais.

O presidente Rondón aponta melhoria na liquidez com empréstimos, o que elevou a pontualidade dos contratos para 99%. Ainda não há definição sobre novo esforço de captação de crédito, que poderia alcançar até 8 bilhões de reais, dependendo das condições de mercado.

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