- Em 2025, os Correios apresentaram prejuízo de cerca de R$ 8,4 bilhões, frente R$ 2,6 bilhões em 2024, conforme balanço divulgado.
- O aumento do prejuízo decorre de elevação de custos operacionais e da criação de uma reserva para possible prejuízos futuros, chamada provisionamento de obrigações judiciais; não há divisão exata entre os componentes.
- A empresa informou redução de 32% dos custos variáveis com empregados e queda de 43% no volume de encomendas em atraso em relação a 2024.
- O Plano de Reestruturação segue em curso, com foco na expansão de serviços digitais e financeiros para diversificar receitas e na venda de imóveis ociosos.
- O PDV foi reaberto no início deste ano; a empresa emprega mais de 82 mil funcionários próprios e cerca de 10 mil terceirizados, com aproximadamente 3,5 mil aderindo em 2025.
Os Correios e Telégrafos divulgou nesta quinta-feira (23/4) balanço 2025 com prejuízo de 8,4 bilhões de reais. O resultado mostra um aumento em relação a 2024, quando o prejuízo ficou em 2,6 bilhões de reais. A estatal atribui o salto ao maior custo operacional e ao provisionamento de obrigações judiciais.
Não houve detalhamento sobre a parcela do prejuízo relacionada a custos operacionais e à reserva para futuros prejuízos. A empresa informou, porém, que houve redução de despesas variáveis com empregados em 32% ante 2024. Também destacou queda de 43% no volume de encomendas em atraso.
Medidas de reestruturação
Segundo o comunicado, o Plano de Reestruturação segue em curso, com foco na expansão de serviços digitais e financeiros para diversificar a receita. A estatal citou ainda leilões de venda de imóveis ociosos como parte da estratégia.
O início deste ano marcou a reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV). Hoje, os Correios contam com mais de 82 mil empregados próprios e cerca de 10 mil terceirizados. Em 2025, aproximadamente 3,5 mil aderiram ao PDV.
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