- Prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025, frente a 2024; a receita bruta caiu 11,35%, para R$ 17,3 bilhões.
- Plano de reestruturação foi anunciado no fim de 2025, ligado a um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União.
- PDV teve adesão de 32% da meta, com 3.181 demissões; economia de R$ 147,1 milhões em 2025 e de R$ 775,7 milhões em 2026.
- Patrimônio líquido ficou negativo em R$ 13,1 bilhões; objetivo é reduzir déficit em 2026 e retornar à lucratividade em 2027.
- O plano prevê três fases (recuperação financeira, consolidação e crescimento); 40% da economia prevista para 2027 já foi alcançada pela adesão atual.
Os Correios registraram prejuízo de 8,5 bilhões de reais em 2025, triplicando o resultado negativo de 2024. A queda na receita total, anunciada em coletiva realizada nesta quinta-feira, ajuda a explicar a piora financeira da estatal.
O presidente Emmanoel Rondon apresentou o balanço e destacou o plano de reestruturação, criado para apoiar um empréstimo de 12 bilhões de reais concedido pelos cinco maiores bancos do país. Em caso de inadimplência, a União assume os pagamentos garantidos.
O PDV (Programa de Desligamento Voluntário) melhorou o cenário, mas teve adesão abaixo da meta. Apenas 32% do contingente esperado aderiu, com 3.181 demissões. A meta original era reduzir o quadro em 10 mil empregados.
Os números de 2025 mostram que a receita bruta caiu 11,35%, para 17,3 bilhões de reais, frente a 2024. O patrimônio líquido encerrou negativo em 13,1 bilhões. O declínio de receita ocorreu apesar de ações de contenção de custos.
A ideia do plano de reestruturação é dividir esforços em três fases: recuperação financeira, consolidação e crescimento. A estatal afirma que 97% dos valores devidos foram quitados ou renegociados na primeira fase, abrindo espaço para a segunda etapa.
A empresa previa economias de 1,4 bilhão de reais até 2027 com o PDV, mas admite que a adesão deste ano reduz o tamanho do ganho esperado. A projeção atual indica economia equivalente a 40% do valor inicialmente estimado.
No lançamento do plano, a direção ressaltou que a rigidez da estrutura de custos e a concorrência logística do e-commerce dificultam mudanças rápidas, destacando ainda a necessidade de regularizar compromissos para avançar.
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