- A remuneração de conselhos no Brasil é tema tabu, ao contrário de países que já adotam remuneração por desempenho e ações.
- Especialistas apontam cultura de gestão tradicional e ausência de legislação que incentive remuneração variável como principais entraves.
- Globalmente, grandes empresas adotam modelos que relacionam vencimentos de conselheiros e executivos ao desempenho financeiro e de sustentabilidade.
- No Brasil, a maioria das companhias ainda paga remuneração fixa, com poucos incentivos de médio e longo prazo.
- A tendência é que, com maior transparência e governança, mais empresas adotem modelos que promovam desempenho e alinhamento com acionistas.
O tema da remuneração de conselhos de administração no Brasil segue como tabu, ao contrário do que ocorre em muitos países. Enquanto o mercado utiliza remuneração por desempenho e opções de ações, o Brasil permanece mais conservador e reticente.
Especialistas apontam que a resistência brasileira decorre de uma cultura de gestão tradicional e da ausência de legislação que incentive a remuneração variável. Também há preocupação com conflitos de interesse e com o incentivo a comportamentos de risco.
No cenário internacional, grandes empresas, especialmente nos EUA, já vinculam remuneração de conselheiros e executivos ao desempenho financeiro e a metas de sustentabilidade. O objetivo é atrair talentos e alinhar interesses com os acionistas.
No Brasil, a prática central ainda é o pagamento de uma remuneração fixa, com pouca ou nenhuma aplicação de incentivos de médio e longo prazo. Pesquisas indicam que isso pode limitar crescimento e inovação.
Especialistas defendem que mudanças de cultura, associadas a boas práticas internacionais, podem tornar a governança mais eficiente e transparente. A discussão deve ganhar campo com maior transparência e pressão por padrões reconhecidos.
Panorama internacional
Modelos que remuneram por desempenho ganham espaço em diversas companhias globais. A adoção de planos de ações e metas alinhadas ao desempenho atua como atrativo para talentos e fortalece o alinhamento com os acionistas.
Caminhos para o Brasil
Para avançar, é essencial fortalecer a discussão regulatória e promover práticas de governança que incentivem remuneração variável de forma responsável. A tendência é de maior adoção de modelos que conectem remuneração a resultados.
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