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Samsung pode registrar déficit histórico mesmo com sucesso nas vendas de chips

Divisão MX da Samsung pode fechar o ano no vermelho por custo elevado de memórias RAM, pressionando margens de celulares

Samsung pode ter déficit histórico mesmo com sucesso nas venda de chips
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  • A divisão de MX da Samsung pode fechar o ano no vermelho por causa da crise de memórias RAM, com os preços subindo e estoques baixos, elevando o custo de aquisição para a produção de celulares.
  • O problema gera um paradoxo: a Samsung fabrica memórias, mas precisa comprá-las para abastecer os dispositivos da divisão MX, pressionando margens de lucro.
  • A fabricante deixou de produzir memórias mais baratas (LPDDR4) para priorizar as mais caras (LPDDR5), encarecendo modelos intermediários e premium.
  • A Apple (sic) e outros setores lucram com RAM para data centers, enquanto vender dispositivos Galaxy fica mais difícil de sustentar margens; houve reajuste de preços de celulares Galaxy no Brasil em até cerca de 18%.
  • O cenário pode levar a déficit fiscal da Samsung neste ano, com a empresa mirando maior dependência de vendas de componentes para servidores e data centers, além de manter o foco em lucro máximo.

A divisão de MX (Mobile Experience) da Samsung pode fechar o ano no vermelho devido à crise de memórias RAM. Segundo o site Money Today, o custo das memórias está maior e os estoques são baixos, impactando a margem de lucro da empresa em seus produtos.

A Samsung fabrica memórias DRAM e, ao mesmo tempo, depende delas para produzir smartphones e outros itens da linha Galaxy. Com os preços dos chips mais altos, a divisão de dispositivos paga mais pelo material do que consegue repassar em vendas.

O desafio é maior porque a empresa não funciona com descontos simples entre divisões. O objetivo é maximizar o lucro, o que complica vender memórias baratas para a MX sem sacrificar lucros em outros segmentos.

Encruzilhada dos Galaxy

A empresa mantém foco no lucro por meio da venda de componentes para data centers, mantendo a cobrança elevada para suas memórias. Dessa forma, a aquisição de RAM fica menos competitiva para o segmento MX, afetando margens.

Relatórios indicam que a cobrança de RAM pode pressionar a margem de celulares. Em modelos premium, o componente pode representar até 20% do custo total. Em contrapartida, a Galaxy ganha força com itens de alto valor agregado.

A crise também está impactando a precificação de seus aparelhos no mercado brasileiro, com relatos de aumentos de até 18%. Já o custo de produção pode exigir mudanças estratégicas para preservar rentabilidade.

Perspectivas e impactos

Especialistas apontam que o cenário pode levar a Samsung a priorizar vendas de componentes para data centers, ao invés de reduzir preços para o segmento MX. Ainda não há estimativa oficial de déficit anual, apenas sinais de pressão sobre margens.

Embora o déficit exista de forma potencial, a empresa mantém projeções de alto valor de mercado, impulsionadas pela força de suas operações globais. O equilíbrio entre memória e dispositivos segue como principal ponto de atenção.

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