- O CEO da United Airlines, Scott Kirby, defende aumento de 15% a 20% nas passagens para compensar o custo do combustível de aviação.
- A empresa pretende recuperar o aumento total dos custos com combustível o mais rápido possível e mira repasse de 100% desse aumento.
- A estratégia busca margens de lucro antes dos impostos de dois dígitos no próximo ano, mesmo com a volatilidade dos preços do petróleo.
- A United informou que as previsões consideram a curva do combustível da Costa do Golfo em 17 de abril e alertou que os resultados podem variar conforme o comportamento dos preços.
- As ações da companhia caíram cerca de 6% na manhã seguinte aos comentários, após ter apresentado lucros abaixo das estimativas de Wall Street.
O CEO da United Airlines, Scott Kirby, defende publicamente que as passagens podem subir entre 15% e 20% para compensar o aumento do custo do combustível, diante da volatilidade dos preços do petróleo. A afirmação foi feita durante a teleconferência de resultados da empresa.
Kirby disse que a companhia pretende recuperar o aumento total dos custos de combustível o mais rápido possível e espera repassar 100% desse acréscimo, buscando margens de lucro antes dos impostos de dois dígitos no próximo ano. A visão depende de a curva de preços do combustível se manter elevada.
A United Airlines, com sede em Chicago, já havia indicado menor lucratividade no segundo trimestre e no ano todo, pressionada pelo custo da aviação. As ações chegaram a cair cerca de 6% na manhã de negociação, refletindo as preocupações com margens sob o custo do combustível.
Resultados e perspectivas
A empresa afirmou que a previsão foi feita com base na curva de preços do combustível da Costa do Golfo observada em 17 de abril. O guidance ainda aponta que os resultados podem variar significativamente conforme o comportamento dos preços do combustível, mantendo o cenário sob estresse.
A reapresentação de lucros reforça que o aumento de tarifas depende da aceitação do mercado diante de tarifas mais altas. Além disso, a companhia sinalizou que a demanda por viagens permanece resiliente, especialmente no segmento de luxo, mesmo com pressões de custos.
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