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Vendas da Roche caem 5% com impacto cambial que supera ganhos com medicamento

Vendas da Roche caem 5% no trimestre devido a uso cambial desfavorável, apesar de crescimento com Ocrevus e Hemlibra em moeda constante

Logo da farmacêutica suíça Roche na sede da empresa na Basiléia, Suíça, em 22 de outubro de 2015
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  • As vendas do primeiro trimestre caíram 5% devido a efeitos cambiais desfavoráveis, apesar do desempenho sólido da divisão farmacêutica.
  • Em câmbio constante, as vendas subiram 6%, impulsionadas por Ocrevus (6%) e Hemlibra (13%).
  • A Roche registrou receita trimestral de 14,7 bilhões de francos suíços (cerca de US$ 18,7 bilhões), em linha com as estimativas dos analistas.
  • As ações da empresa subiram cerca de 2% no pregão, enquanto o índice suíço permaneceu estável; a Roche confirmou as metas para o ano.
  • O presidente-executivo, Thomas Schinecker, disse que a pílula contra câncer de mama giredestrant deve receber aprovação da FDA até o fim do ano; a companhia também busca entrada no mercado de medicamentos para perda de peso, com dados de petrelintide até março abaixo das expectativas, mas com potencial de competição.

A Roche informou que as vendas do primeiro trimestre recuaram 5% na comparação anual, devido a efeitos cambiais desfavoráveis que compensaram o desempenho da divisão farmacêutica. A receita trimestral ficou em 14,7 bilhões de francos suíços (cerca de 18,7 bilhões de dólares).

Mesmo com a queda cambial, as vendas a câmbio constante subiram 6%, sustentadas pelos ganhos com Ocrevus, medicamento para esclerose múltipla, e Hemlibra, usado no tratamento da hemofilia. Em termos ajustados, Ocrevus registrou alta de 6% e Hemlibra, 13%.

A Roche confirmou suas metas para o ano e viu suas ações subirem cerca de 2% na bolsa, em linha com a tendência de queda do índice suíço. A moeda norte-americana tem se desvalorizado frente ao franco desde o fim de fevereiro.

Desempenho financeiro

Thomas Schinecker, CEO da Roche, mencionou perspectivas de aprovação regulatória para o fármaco anti-câncer giredestrant ainda neste ano. O medicamento busca ampliar o portfólio de oncologia da empresa.

A companhia também mira o setor de obesidade, buscando participar do mercado de medicamentos para perda de peso que hoje é liderado por outras farmacêuticas. A Roche tem parceria com Zealand Pharma nesse esforço.

Dados de março indicaram que o petrelintide, ensaio da Roche, não atingiu as expectativas de investidores. Ainda assim, Schinecker aposta que o composto pode competir com tratamentos já existentes pela tolerabilidade demonstrada.

Medicamentos em foco

O mercado de peso forma segue como meta estratégica para a Roche, com expectativa de posicionamento entre as três maiores empresas do setor. A empresa avalia avanços regulatórios e resultados de ensaios clínicos para sustentar esse movimento.

Schinecker ressaltou que, apesar de resultados trimestrais impactados por câmbio, o ritmo de crescimento de produtos-chave se manteve robusto. A Roche continua avaliando estratégias para ampliar a penetração de seus tratamentos.

A Roche informou que manterá as metas para o ano, destacando a solidez de seus principais fármacos e o portfólio em expansão. A companhia não forneceu revisões de guidances nesta divulgação.

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