- O setor de bares e restaurantes registrou queda de 0,5% em março frente fevereiro, segundo o Índice Abrasel-Stone.
- No acumulado do primeiro trimestre de 2026, as vendas cresceram 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.
- De 24 estados analisados, 14 mostraram aumento nas vendas, com os maiores ganhos em Amazonas (19,5%), Tocantins (9,5%) e Paraíba (7,5%).
- O economista Guilherme Freitas, da Stone, aponta resistência do setor frente a pressões macroeconômicas e crédito mais restrito, mesmo com resultados acima do início de 2025.
- O presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, destacou que o ano começou mais difícil, mas há expectativa de recuperação com datas fortes no calendário e com o emprego e a renda sustentando o consumo.
O setor de bares e restaurantes registrou queda de 0,5% nas vendas em março frente a fevereiro, conforme o Índice Abrasel-Stone. Mesmo assim, o desempenho do 1º trimestre de 2026 mostrou alta de 2,8% em relação ao mesmo período de 2025.
Entre os 24 estados analisados, 14 apresentaram crescimento anual nas vendas em março, enquanto Alagoas ficou estável. Amazonas, Tocantins e Paraíba lideraram as altas, reforçando a dinâmica regional desigual.
AAbr preocupa o cenário para o ano: o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, afirmou que o começo foi mais difícil, com mais empresas no prejuízo e dificuldade de repasse da inflação, mas apontou expectativa de recuperação com datas-chave e eventos. A Stone, por sua vez, destacou resiliência do setor diante de pressões macroeconômicas.
Segundo Guilherme Freitas, economista da Stone, o desempenho do 1T2026, ainda que acima de 2025, ficou 0,3% abaixo do 4º trimestre de 2025, indicando uma resistência do segmento frente a restrições de crédito e fiscalizações. Ele apontou que a renda e o emprego sustentam o consumo, mas o endividamento e o custo do crédito limitam a recuperação.
Análise regional
Entre os estados, 14 mostraram alta anual em março. Amazonas avançou 19,5%, seguido por Tocantins (9,5%) e Paraíba (7,5%). Sergipe, Rondônia, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Pará, Mato Grosso do Sul, Roraima, Rio Grande do Sul, São Paulo, Ceará e Minas Gerais também apresentaram ganhos menores, em diferentes magnitudes.
Quedas foram observadas em Bahia (-8,6%), Espírito Santo (-8,2%), Rio Grande do Norte (-4,7%), Goiás (-4,5%), Maranhão (-3,7%), Santa Catarina (-3,0%), Rio de Janeiro (-1,5%) e Paraná (-0,2%). O conjunto sugere dispersão regional acentuada na recuperação do setor.
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