- A atividade industrial avançou em março, com o índice de evolução da produção subindo de 45,4 para 53,7 pontos; a Utilização da Capacidade Instalada subiu de 66% para 69%.
- O setor operou acima da média histórica para março (67%), refletindo melhoria na produção e na UCI.
- O índice de evolução do preço médio das matérias-primas subiu 10,8 pontos no primeiro trimestre de 2026, de 55,3 para 66,1 pontos, o maior nível desde o segundo trimestre de 2022.
- As principais dificuldades continuam: alta carga tributária (34,8% dos empresários) e, recentemente, a falta ou o alto custo de matérias-primas (30,8%), influenciados pelo conflito no Oriente Médio.
- Emprego e estoques mostram perfis negativos: estoque em relação ao planejado em 49,5 pontos e emprego em 49,1 pontos, com 13 meses consecutivos de retração, apesar das perspectivas de demanda e compras de insumos melhorarem.
A atividade industrial mostrou avanço em março, conforme a Sondagem Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O índice de evolução da produção subiu 8,3 pontos ante fevereiro, de 45,4 para 53,7. A Utilização da Capacidade Instalada (UCI) passou de 66% para 69%, mantendo o setor acima da média histórica de março, que é 67%.
Além disso, o indicador que mede a evolução do preço médio das matérias-primas registrou alta expressiva no 1º trimestre: passou de 55,3 pontos no 4º trimestre de 2025 para 66,1 pontos entre janeiro e março de 2026, nível não visto desde o 2º trimestre de 2022.
A guerra no Oriente Médio é apontada como fator por trás da elevação de custos de petróleo e de insumos relevantes para a indústria. A CNI destaca que o custo da matéria-prima vem pressionando o fôlego financeiro das empresas, especialmente diante de juros elevados.
Estoques, emprego e perspectivas
Os estoques efetivos ficaram estáveis acima de 50 pontos, com variação negativa de 0,1 ponto, em 49,5. O indicador de emprego subiu de 48 para 49,1 pontos, mas permanece abaixo de 50, sinalizando queda de postos de trabalho em menor intensidade.
As empresas mantêm expectativas positivas para os próximos meses, com aumento da demanda por bens industriais (53,9), de compras de insumos (52,5) e de exportações (50,9). A leitura sobre empregos mostrou estabilidade (50,1).
A divulgação aponta ainda que o cenário externo de incerteza e a disciplina de juros continuam a frear planos de investimento. O índice de intenção de investimento recuou pela quarta vez consecutiva, indo de 54,8 para 53,7 pontos em abril.
Condições financeiras e lucro
Os empresários avaliam as condições financeiras das empresas como difíceis, com o índice caindo para 47,2 pontos no 1º trimestre de 2026, ante 50,1 no fim de 2025. O índice de satisfação com o lucro operacional recuou para 41,9 pontos, o menor desde o 2º trimestre de 2020. O acesso ao crédito também caiu, para 39 pontos, a pior marca em três anos.
A Sondagem ouviu 1.406 empresas entre 1 e 13 de abril de 2026, distribuídas entre 588 pequenas, 477 médias e 341 grandes.
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