- O Brasil registrou déficit em transações correntes de US$ 6,036 bilhões em março, segundo o Banco Central.
- No acumulado de doze meses, o déficit ficou em US$ 64,274 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB.
- O Banco Central projeta déficit de US$ 58 bilhões para 2026, conforme o último Relatório de Política Monetária.
- Investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 2,994 bilhões em março; investimentos em ações registraram entrada de US$ 138 milhões.
- A remessa líquida de lucros e dividendos para o exterior ficou em US$ 4,780 bilhões em março; a projeção para 2026 é de US$ 52 bilhões.
O Banco Central (BC) informou que o déficit da conta de transações correntes do Brasil foi de US$ 6,036 bilhões em março. No mesmo mês de 2025, o saldo foi negativo em US$ 2,930 bilhões.
No acumulado de 12 meses, o déficit chegou a US$ 64,274 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB estimado pelo BC. O Relatório de Política Monetária projeta déficit de US$ 58 bilhões para 2026.
Perspectiva e impactos
Quando o déficit cresce, pode indicar aquecimento da economia com consumo interno e investimentos que demandam insumos importados. A leitura é útil para entender pressões sobre a inflação e a trajetória da taxa Selic, sob a visão do BC.
Investimento estrangeiro
Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram saída líquida de US$ 2,994 bilhões em março. Em igual mês de 2025, houve saída de US$ 1,094 bilhão.
No mercado de renda fixa, houve saída líquida de US$ 2,598 bilhões; apenas as negociações no país, o saldo foi negativo em US$ 2,472 bilhões. Fora do país, o saldo foi negativo em US$ 126 milhões.
Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas resultou em entrada de US$ 138 milhões no mês, incluindo operações na B3 e na NYSE. Para 2026, o BC projeta entrada de US$ 5 bilhões.
Lucros e dividendos
A remessa líquida de lucros e dividendos ao exterior ficou em US$ 4,780 bilhões em março. Em março de 2025, o valor havia sido US$ 4,317 bilhões.
O BC projeta remessa líquida de US$ 52 bilhões em lucros e dividendos para 2026, segundo o Relatório de Política Monetária.
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