- O déficit das transações correntes do Brasil foi de US$ 6,0 bilhões em março, o maior para o mês desde 2024.
- O déficit ficou 106% maior do que em março de 2025, quando ficou em US$ 2,9 bilhões.
- O aumento foi puxado pela queda de US$ 1,6 bilhão no superavit de bens e por aumentos no déficit de renda primária (US$ 1,1 bilhão) e de serviços (US$ 0,6 bilhão).
- O saldo acumulado em doze meses até março ficou em US$ 64,3 bilhões, equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto.
- O dado foi divulgado pelo Banco Central no relatório Estatísticas do setor externo.
O Brasil registrou déficit de US$ 6,0 bilhões nas transações correntes das contas externas em março. O dado, divulgado pelo Banco Central, representa o maior déficit para o mês desde 2024, quando ficou em US$ 6,5 bilhões. O relatório Estatísticas do setor externo foi publicado na sexta-feira (24 abr 2026).
O saldo de março mostra aumento de 106% frente ao mesmo mês de 2025, quando o déficit ficou em US$ 2,9 bilhões. O BC aponta que o avanço ocorreu principalmente pela queda de US$ 1,6 bilhão no superávit da balança de bens e por elevações nos déficits em renda primária (US$ 1,1 bilhão) e em serviços (US$ 0,6 bilhão).
A conta envolve a balança comercial, serviços adquiridos no exterior e renda com remessas de juros, lucros e dividendos para o exterior. Despesas com streaming e serviços de telecomunicações, entre outros, entram nessa avaliação conforme o documento do BC.
No acumulado de 12 meses até março, o déficit em transações correntes soma US$ 64,3 bilhões, equivalentes a 2,71% do PIB. Em fevereiro, o saldo negativo já era de US$ 61,2 bilhões, ou 2,61% do PIB, segundo o relatório.
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