- O déficit em transações correntes do Brasil em março foi de US$ 6,036 bilhões.
- O déficit acumulado em doze meses ficou em US$ 2,71% do PIB.
- O resultado ficou abaixo da expectativa, que era de US$ -5,489 bilhões em março.
- Investimentos diretos no mês somaram US$ 6,037 bilhões, abaixo dos US$ 7,0 bilhões projetados.
- A balança comercial teve superávit de US$ 5,620 bilhões; a conta de serviços registrou déficit de US$ 4,785 bilhões e a renda primária, déficit de US$ 7,384 bilhões.
O Brasil registrou déficit em transações correntes em março, segundo o Banco Central, com dados divulgados nesta sexta-feira (24). O resultado ficou acima do esperado pelos analistas, que projetavam déficit menor no mês.
O BC informou que o déficit de transações correntes totalizou US$ 6,036 bilhões em março. O déficit acumulado em 12 meses atingiu US$ 136,2 bilhões, equivalente a 2,71% do PIB.
A pesquisa da Reuters apontava saldo negativo de US$ 5,489 bilhões para março; no mesmo período de 2024 houve déficit de US$ 2,930 bilhões. O resultado sinaliza maior saída de recursos no mês.
Déficit e investimentos
Os investimentos diretos no país somaram US$ 6,037 bilhões em março, abaixo da projeção de US$ 7,0 bilhões e frente a US$ 6,295 bilhões em março de 2025.
A conta de renda primária apresentou déficit de US$ 7,384 bilhões em março, ante rombo de US$ 6,267 bilhões no mesmo período de 2024. O saldo de renda reflete pagamentos de juros e lucros.
Balança comercial e serviços
A balança comercial ficou com superávit de US$ 5,620 bilhões em março, menor que os US$ 7,219 bilhões de março de 2024. O rombo na conta de serviços foi de US$ 4,785 bilhões, ante US$ 4,216 bilhões em igual mês de 2024.
Os dados seguem compatíveis com a leitura de saída de capital externo para financiar o déficit da região e serviços, além de impactos de fluxo de investimentos diretos. O BC não divulgou comentários adicionais neste comunicado.
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