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BRB ficará pelo menos um terço menor após Master, diz CEO

BRB deve encolher ao menos um terço após crise ligada ao Master; governo avalia garantia do Tesouro para viabilizar empréstimo de 6,6 bilhões ao FGC

O presidente do BRB (Banco de Brasília), Nelson Antônio de Souza, durante entrevista para o C-Level
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  • O BRB deve encolher, no mínimo, um terço após a crise envolvendo o Master, mantendo o foco em atender o papel de desenvolvimento de Brasília e região.
  • O banco precisa de aval do Tesouro para viabilizar empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos, como parte do plano de saída da crise.
  • O Distrito Federal, acionista controlador, deve formalizar pedido ao governo federal; ano eleitoral é apontado como fator que atrapalha o andamento.
  • Há provisionamentos adicionais em análise devido aos ativos remanescentes do Master; a carteira atual é de cerca de 21,9 bilhões de reais e houve venda parcial para investidores qualificados.
  • O BRB busca garantias e alternativas, incluindo possível linha de liquidez do Banco Central e uso de ativos como garantia, para facilitar o acordo com o FGC e o consórcio de bancos, sem recorrer a securitizações ou à alienação de forma definitiva.

O BRB estima encolhimento de pelo menos um terço após a crise gerada pelo caso Master. O CEO Nelson Antônio de Souza afirmou que o banco ficará menor para manter operação estável e cumprir seu papel regional em Brasília.

Segundo Souza, o caminho emergencial envolve um empréstimo de R$ 6,6 bilhões com participação do FGC e de um consórcio de bancos. O governo do Distrito Federal, acionista controlador, precisa encaminhar um pedido formal ao governo federal.

Apesar do otimismo, o processo é influenciado pelo cenário eleitoral. Souza mencionou que a polarização pode atrasar a formalização do apoio federal e a aprovação de garantias.

Empréstimo e garantias

O BRB já provisionou aproximadamente R$ 8,8 bilhões para perdas ligadas ao Master e busca confirmar garantias para o crédito. A estratégia inclui ativos do portfólio herdado, com avaliação de imóveis aprovados pela Câmara Legislativa e dívidas ativas do DF.

A carteira remanescente do Master no BRB é estimada em cerca de R$ 21,9 bilhões, com parte já vendida a investidores qualificados e parte transferida a fundos de recebíveis. A instituição avalia novas provisions conforme o fluxo de pagamentos se consolida.

Desdobramentos e perspectivas

A direção aponta possibilidades de recuperação de ativos, incluindo ações da Caesb e da CEB, e a securitização da dívida ativa do DF, que pode aportar de R$ 3 bilhões a R$ 4 bilhões de capital. Não há decisão final sobre o tamanho total do aporte nem sobre o cronograma de assinatura.

Além disso, o BRB menciona que não deve recorrer a improvisos como securitização total ou alienação de ativos fora de avaliação. A instituição continuará disponível a linhas de liquidez do Banco Central caso haja necessidade.

Contexto institucional e governamental

O governo local sinalizou interesse em despolitizar o processo para ganhar apoio do governo federal. A governadora Celina Leão informou disposição de buscar assento junto ao Tesouro, sob condições de envolvimento técnico e financeiro adequado.

O BRB também aponta que atua com auditoria independente para apurar eventuais irregularidades e ajustar a diretoria. O objetivo é reforçar a governança e responder a desdobramentos já determinados pelos achados do BC e da auditoria.

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