- Guerra no Oriente Médio elevou preços de petróleo e insumos, fazendo o índice de variação do preço das matérias-primas subir 10,8 pontos, de 55,3 para 66,1 (maior nível desde o 2º trimestre de 2022).
- A Sondagem Industrial ouviu 1.406 empresas entre 1º e 13 de abril de 2026.
- O índice de condições financeiras caiu para 47,2 pontos, o menor nível desde o 2º trimestre de 2020.
- O índice de acesso ao crédito caiu para 39,0 pontos, a pior marca em três anos.
- A carga tributária segue como principal entrave, apontada por 34,8% dos empresários; expectativas indicam maior demanda e exportações, mas menor confiança para investimento.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou que a guerra no Oriente Médio elevou o preço de petróleo e de insumos, impulsionando o índice de evolução do preço médio das matérias-primas. O dado é da Sondagem Industrial.
O indicador subiu 10,8 pontos entre o quarto trimestre de 2025 e o primeiro trimestre de 2026, passando de 55,3 para 66,1 pontos. A pesquisa ouviu 1.406 empresas entre 1º e 13 de abril de 2026.
O levantamento aponta que esse patamar não era registrado desde o segundo trimestre de 2022, período de recuperação do comércio global após a pandemia. A consequência mais forte é o aumento de custos para as indústrias.
Condições financeiras, lucro e crédito
As condições financeiras das empresas recuaram, com o índice caindo de 50,1 para 47,2 pontos. A satisfação com o lucro operacional também caiu, para 41,9 pontos, o menor nível desde o segundo trimestre de 2020.
O acesso ao crédito foi o pior em três anos, recuando de 40,9 para 39 pontos. A leitura revela dificuldade de obtenção de financiamento pelas empresas, mesmo em um cenário de recuperação parcial.
A elevada carga tributária continua como principal entrave, apontada por 34,8% dos empresários no primeiro trimestre de 2026, frente a 41,1% no trimestre anterior.
Expectativas e cenário de investimento
Segundo a CNI, a preocupação com o custo das matérias-primas acompanha o cenário externo de conflito, enquanto os juros altos pressionam o fôlego financeiro das companhias. Mesmo assim, a produção e a Utilização da Capacidade Instalada apresentaram melhora em março.
As expectativas para o setor cresceram em abril, com maior demanda por bens industriais, insumos e exportações. No entanto, a intenção de investimento caiu 1,1 ponto, para 53,7 pontos, refletindo incerteza externa e custo de capital.
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