- Château Angélus inaugurou um novo chai em Saint-Émilion, com 22 cubas suspensas sob uma abóbada de concreto, projeto assinado por Olivier Chadebost.
- O evento reuniu 130 convidados de várias partes do mundo, em especial Ásia, América e Reino Unido, no claustro ao lado das novas instalações técnicas.
- A cerimônia envia uma mensagem de continuidade entre gerações: Stéphanie de Boüard-Rivoal, que dirige o château desde 2012, trabalha ao lado do pai, Hubert de Boüard, destacando a viabilidade de sucessões na propriedade.
- A pauta também aponta para adaptação às mudanças climáticas sem substituir de imediato as castas, com avanços técnicos na viticultura e na vinificação que elevam a qualidade dos vinhos.
- Além do grande vinho, Angélus administra 300 mil garrafas de Tempo d’Angélus, expandiu de 30 para 130 hectares e diversificou com hotéis e restaurantes, como Le Logis de la Cadène e Le Gabriel, aumentando o quadro de funcionários de 25 para 170.
La propriedade de Saint-Émilion inaugura um novo chai, marco em meio à crise vitivinícola. O evento reuniu cerca de 130 convidados de quatro cantos do mundo, incluindo delegações da China, Singapura e Hong Kong, além de Estados Unidos e Reino Unido. A cerimônia ocorreu num sexta-feira de abril, no claustro ao lado das novas instalações técnicas.
O novo espaço é dedicado ao grande vinho e destaca 22 cubas suspensas em uma abóbada de concreto. A obra é assinada pelo arquiteto Olivier Chadebost, com supervisão de Sébastien Tixier, consolidando a infraestrutura do domaine ao longo dos anos.
Transmissão geracional e gestão familiar
Stéphanie de Boüard-Rivoal dirige o Château Angélus desde 2012. Ela herdou a direção do pai, Hubert de Boüard, que também participa ativamente do projeto. A gestão predial envolve dezenas de acionistas e ramos familiares, em meio a disputas comuns no setor.
O reconhecimento do desafio não impediu a expansão de parcelas. A proprietária ampliou áreas agrícolas, consolidando o papel da família na continuidade do domaine. A dupla dinâmica entre pai e filha manteve o ritmo de atuação compartilhada.
Adaptação climática e qualidade vinícola
Em face do aquecimento global, a vinicultura evolui sem mudanças radicais de castas. Técnicas avançadas ajudam no tamanho das vinhas, controle foliar e demais detalhes que impactam o perfil dos vinhos. A vinificação ganhou precisão constante.
A trajetória recente mostra maior diversificação e aumento da produção. Além do grande vinho, Angélus produz 300 mil garrafas de Tempo d’Angélus, adquirido em 2017 em Castillon-la-Bataille, Saint-Magne-de-Castillon e Sainte-Colombe.
Expansão de produção e marca
Entre 2012 e hoje, o domaine passou de 30 para 130 hectares, com cerca de 60 hectares em Saint-Émilion e o restante dedicado ao Tempo. A casa oferece oito cuvées, desde Tempo, acessível, até Hommage à Elisabeth Bouchet, edição limitada de 0,5 hectare.
A presença da família na comunicação de marca é constante, com jantares e masterclasses em cidades como Nova York e Kuala Lumpur. Em 2026, a demanda já se mostra forte, com os pedidos em ritmo de crescimento.
Diversificação de negócios
A diversificação não se limita à vinicultura. O domínio passou a incluir hotéis e restaurantes, como Le Logis de La Cadène (uma estrela Michelin) em Saint-Émilion e Le Gabriel (duas estrelas) em Bordeaux. Esse movimento levou ao aumento de pessoal, de 25 para 170 funcionários, fortalecendo a estrutura do grupo.
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