- Uma dezena de fundos superventas com mais de 200 milhões de euros em patrimônio registrou perdas no quinto ano, segundo a consultoria VDOS, principalmente por comissões elevadas e desempenho abaixo dos índices de referência.
- O foco de investimento costuma ser renda fixa pública europeia a longo prazo, que sofreu com a elevação de juros do BCE desde o meio de 2020, afetando o valor de fontes de renda fixa.
- O fundo Sabadell Bonos Euro apresenta perdas em torno de 11% desde abril de 2021, com comissões totais de 1,31% ao ano, superiores à média do grupo.
- Outros fundos afetados incluem CaixaBank Smart Renta Fija Deuda Pública 7-10 (queda de 11% em cinco anos) e CaixaBank Smart Renta Fija Privada (queda de 2,7%), além de produtos Santander com quedas próximas de 7% a 11%.
- O cenário reforça a importância de considerar custos e a relação custo-benefício (value for money) ao escolher fundos, especialmente para contratos de gestão discrecional e carteiras delegadas.
Los grandes fondos que os bancos oferecem aos clientes não são sempre a melhor opção. Uma dezena de produtos superventas, com mais de 200 milhões de euros em patrimônio, registram perdas em cinco anos, conforme a consultora VDOS. Comissões elevadas ajudam a explicar o desempenho.
O problema aparece especialmente quando o ativo dominante é renda fixa europeia de longo prazo. O BCE encerrou a política de juros baixos há quase quatro anos, o que impacta a rentabilidade de fundos desse tipo e aumenta o retorno abaixo da referência.
Essa tendência contrasta com o objetivo europeu de incentivar a diversificação de poupança além de depósitos. A União Europeia trabalha em regulação para tornar os fundos mais atrativos, priorizando o conceito de value for money, ou seja, custos justificados pelos benefícios esperados.
O que explica os números negativos não é apenas a gestão, mas também o custo de oportunidade. Investidores podem ter perdido oportunidades de entrar em produtos com melhor binômio rentabilidade-risco ao longo do período.
Perspectiva de mercado
Alguns fundos usados como parte de gestão discrecional aparecem com perdas significativas. O CaixaBank Smart Renta Fija Deuda Pública 7-10 apresenta piora de cerca de 11% nos últimos cinco anos, conforme a VDOS, com o preço da dívida pública europeia pressionado pela política monetária.
CaixaBank Renta Fija Privada registra queda de 2,7% no mesmo intervalo, ainda dentro de um patamar de perdas para a categoria, que costuma ter desempenhos variados conforme o peso de ativos e taxas. O Santander também figura entre os que tiveram resultados abaixo da média.
Fundos específicos em queda
Entre os mais visados, o Sabadell Bonos Euro apresenta perdas em torno de 11% desde abril de 2021, com patrimônio acima de 300 milhões de euros. A devolução de juros e comissões elevadas ajudam a explicar o desempenho.
Outros produtos ligados a renda fixa soberana sofrem de impactos semelhantes, com comissões totais acima da média e menor rentabilidade frente a fundos comparáveis. Em carteira, há instrumentos de dívida pública europeia expostos a volatilidade de longo prazo.
Diversos fundos mistos conservadores globais mostram também desempenho aquém do esperado. O CaixaBank Mixto Dividendos acumula queda próxima de 8% no quinquênio, em cenário de comissões altas e gestão recente.
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