- O começo de 2026 foi positivo para a economia, com bolsa em alta e dólar em queda, sustentados pela performance do S&P, ingresso de capitais estrangeiros e valorização da Petrobras.
- O ambiente externo preocupa devido ao conflito entre Irã e Estados Unidos, que elevou o preço do petróleo (subiu 66,10% para US$ 95,21), impactando as perspectivas domésticas.
- O fluxo cambial acumulado até 17 de abril atingiu R$ 65 bilhões, superando os totais de 2024 e 2025, enquanto o DI para 2027 ficou em 13,44%.
- Analistas destacam que o câmbio mais reforçado e a Selic em 14,75% ajudam o Real, mas pesam sobre a atividade econômica e o endividamento das famílias.
- As eleições devem promover volatilidade nos ativos brasileiros, com incertezas sobre políticas fiscais e reformas, além de influenciar as decisões de investidores.
O começo de 2026 foi positivo para a economia, apesar das incertezas externas. O conflito entre Irã e EUA elevou o preço do petróleo, mas o Brasil conseguiu manter o ritmo sem abalos graves. A duração desse cenário, no entanto, permanece incerta.
O Ibovespa atingiu recordes com a ajuda do S&P, fluxo estrangeiro e Petrobras, puxada pela alta do petróleo. O cenário externo tende a influenciar o ritmo do mercado brasileiro ao longo do ano.
A Bolsa acumula alta de 18,96% em 2026 e o dólar recuou 7,50%. O fluxo cambial até 17 de abril somou R$ 65 bilhões, superando 2024 e 2025 juntos. O petróleo subiu 66,10%, para US$ 95,21. DI para 2027 ficou em 13,44%.
Cenário externo e câmbio
Analistas dizem que o mundo vive incertezas, o que pode pressionar a inflação no Brasil. A percepção de risco sobre os EUA é citada como fator que atrai investimentos para o Brasil, diante da volatilidade global.
O fluxo estrangeiro elevado sustenta a valorização do real e reduz percepção de risco a curto prazo. O diferencial de juros, com a Selic em 14,75%, é apontado como impulso relevante para o câmbio.
Análise de especialistas
Especialistas destacam que o Brasil não é o foco principal de investidores neste momento. A ideia é de recuperação moderada, com dependência de cenário externo e de fluxo de capitais.
Alguns comentam que a conjuntura externa favorece o país, enquanto outros lembram riscos fiscais e políticos que podem alterar rapidamente a percepção de risco e o apetite por ativos nacionais.
Eleições e volatilidade
A aproximação das eleições deve ampliar a volatilidade na bolsa, no câmbio e nas taxas de juros. O mercado observa sinais de políticas fiscais e reformas presentes no discurso dos candidatos.
Especialistas ressaltam que ganhos de curto prazo podem depender da continuidade de cenários externos favoráveis e da estabilidade macroeconômica interna.
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