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Fim da escala 6×1 seria melhor com transição, impacto em empresas menores diz XP

XP aponta que fim da escala 6x1 exige transição para mitigar impacto no varejo, com adaptação permitindo repassar custos aos preços

XP reconhece que modelo proposto — 40 horas semanais e escala de cinco dias — é predominante em economias desenvolvidas
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  • A XP defende que o fim da escala 6×1 poderia ser melhor com uma transição, pois impactaria mais empresas menores e alavancadas.
  • A transição permitiria repassar custos de mão de obra aos preços de forma gradual, com base nos números de 2025.
  • Analistas destacam que a PEC sobre jornada de trabalho avançou no Congresso e segue para comissão especial antes de ir a plenário, com prioridade do governo antes das eleições.
  • O modelo de referência observado é 40 horas semanais em cinco dias, comum em economias desenvolvidas; mudanças no Brasil exigiriam cuidado com a economia local.
  • Se houver aumento de custos de 10% sem repasse de preços, EBITDA e lucro líquido poderiam cair entre oito e dezessete por cento; varejo com margens menores e mais alavancado seria mais impactado.

Com a possível revisão da jornada de trabalho em debate no Congresso em 2026, a XP reforça que a mudança tende a impactar o varejo. Segundo a corretora, um aumento de custos de mão de obra em 2025 pressionaria resultados do setor, a menos que haja transição gradual para repassar custos aos preços.

A XP aponta que a adaptação seria essencial para evitar choques abruptos. Analistas citados pela casa destacam que o tema ganhou prioridade governamental antes das eleições presidenciais e que a Câmara já aprovou a admissibilidade de uma Proposta de Emenda Constitucional.

Segundo a leitura da XP, mudanças combinadas de carga horária semanal e regime de trabalho são pouco comuns no exterior, ocorrendo geralmente apenas uma das medidas. A maior parte dos países que reduziram a jornada flexibilizaram outras regras trabalhistas.

A corretora estima que, com aumento de 10% nos custos e sem repasse de preços, EBITDA e lucro líquido poderiam recuar entre 8% e 17%. Empresas com diversificação internacional ou margens elevadas tenderiam a resistir melhor.

Varejo com margens menores e maior alavancagem seria mais sensível ao efeito. Setores como farmacêutico e alimentar, neste perfil, estariam entre os mais impactados pela elevação de custos.

Para um cenário de longo prazo, a XP avalia que o modelo de 40 horas semanais e escala de cinco dias é comum em economias desenvolvidas, mas ressalta que o Brasil possui características próprias. Um período de transição seria considerado crítico pela corretora.

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