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Governo mira blindar indústria de guerra EUA-Irã, diz executivo do BNDES

Plano Brasil Soberano 2 mira blindar a indústria brasileira contra choques geopolíticos, ampliando produção local em químicos, fármacos e setores estratégicos

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  • Governo quer usar o Plano Brasil Soberano 2 para reduzir a exposição da indústria brasileira a instabilidades externas provocadas por guerras na região do Oriente Médio.
  • A iniciativa, apresentada pelo diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, prevê ações de curto prazo para mitigar o choque sobre exportações e fortalecer setores estratégicos.
  • A lista de prioridades inclui químicos, fármacos, automotivo, eletrônico e máquinas e equipamentos, visando reduzir dependência externa em momentos de crise.
  • O tema ganhou relevância com a necessidade de ampliar a produção local de fertilizantes e outros insumos, para melhorar a agricultura e o agronegócio.
  • O Plano Brasil Soberano 2 terá orçamento de R$ 15 bilhões e linhas de crédito especiais no BNDES, com prazos de pagamento de até 20 anos.

O governo pretende usar o Plano Brasil Soberano 2 para reduzir a exposição da indústria brasileira a choques externos, como a guerra no Oriente Médio. A ideia é combinar medidas de curto prazo para mitigar impactos nas exportações com ações estruturais para fortalecer setores-chave. A avaliação é de José Luis Gordon, diretor do BNDES responsável por Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior, em participação no programa Mercado Aberto, do Canal UOL.

Segundo o executivo, o Brasil Soberano 2 amplia ações que já ajudaram a manter exportações em meio a turbulências. Ele aponta que o primeiro programa atuou para conter efeitos do tarifaço americano em vários setores, mas reconhece que itens como aço e alumínio continuam vulneráveis. A nova linha busca oferecer fôlego a empresas afetadas por instabilidades geopolíticas.

Priorização de setores e objetivos

A lista de prioridades envolve químicos, fármacos, automotivo, eletrônico, máquinas e equipamentos. O objetivo é reduzir a dependência externa em áreas consideradas estratégicas durante crises, como ocorreu na pandemia de Covid-19. Gordon citou fertilizantes, destacando a necessidade de ampliar a produção interna para reduzir vulnerabilidades a choques globais.

Ao falar de fertilizantes, o diretor ressaltou que o Brasil importa grande parte da demanda, o que exige base produtiva nacional. Sobre fármacos, ele apontou a relevância do setor ante dependências de importação observadas durante a pandemia. A medida busca fortalecer a capacidade de produção e exportação desses segmentos.

Contexto e orçamento

Gordon destacou que a iniciativa está alinhada à visão do governo Lula de fortalecer o setor empresarial e a indústria como motores de emprego e renda. Ele classificou o Plano Brasil Soberano 2 como instrumento para atender choques de curto prazo e, ao mesmo tempo, promover reformas estruturais.

O plano tem orçamento de 15 bilhões de reais e oferece linhas de crédito especiais no BNDES, com prazos de pagamento que chegam a 20 anos. O objetivo é apoiar a consolidação de uma base industrial resiliente e menos volátil diante de conflitos internacionais.

Este conteúdo integra o Mercado Aberto, apresentado por Amanda Klein, que comenta os movimentos do mercado financeiro. A transmissão ocorre de segunda a sexta, pela manhã, em diferentes plataformas do UOL.

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