- A Havan cresce principalmente no interior do Brasil, priorizando cidades médias e polos regionais para expandir, em vez de focar nas capitais.
- A rede tem 190 lojas, com a maior parte fora das capitais, buscar abastecer mercados com menos opções de compras e lazer.
- Cada nova unidade costuma gerar cerca de 200 empregos diretos, além de oportunidades indiretas para a economia local.
- O Centro de Distribuição em Barra Velha (Santa Catarina) ocupa 1,5 milhão de metros quadrados, com operação automatizada e cerca de 2,5 mil funcionários.
- O caso de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, ilustra a estratégia de interiorização: a loja deve abrir até o fim do ano, sem incentivos fiscais, gerando empregos e atraindo consumidores de até 100 quilômetros.
A rede Havan foca seu crescimento no interior do Brasil, onde o consumo ganha musculatura fora dos grandes centros. Hoje, a maioria das suas 190 lojas fica longe das capitais, em cidades médias e polos regionais. A estratégia é investir onde há demanda e menor saturação de lojas.
Segundo o dono Luciano Hang, a aposta é entender o potencial regional de cada cidade, avaliando alcance, localização, fluxo de pessoas, especialmente em rodovias, e demanda da comunidade. O objetivo é abrir unidades seguras para contribuir com o desenvolvimento local.
A expansão também considera infraestrutura, acesso, disponibilidade de terrenos e impacto econômico. A rede afirma não buscar privilégios, mas condições estáveis para investir e gerar empregos.
Logística e escala
Para sustentar o crescimento no interior, a Havan investe em logística. O Centro de Distribuição em Barra Velha, em Santa Catarina, ocupa 1,5 milhão de m², com parte construída e automatizada. A operação envolve dois sorters, quatro transelevadores e cerca de oito quilômetros de esteiras.
No complexo atuam cerca de 2,5 mil pessoas, entre motoristas e equipe operacional. Essa estrutura visa agilizar o abastecimento das lojas, reduzindo o tempo de entrega aos municípios atendidos.
Impacto no consumo regional
Especialistas destacam que o movimento de redes como a Havan reflete uma transformação do consumo brasileiro. Cidades médias apresentam renda suficiente, população estável e menos concorrência, o que atrai varejistas de grande porte. A ideia não é apenas fugir das capitais, mas alcançar mercados com boa relação entre custo e demanda.
A presença de grandes redes no interior pode aumentar empregos formais e ampliar a oferta de produtos, ao mesmo tempo em que pressiona negócios menores a se modernizarem para competir. A adaptação do comércio local é essencial para reduzir impactos negativos.
Exemplo: São Miguel do Oeste
A cidade de São Miguel do Oeste, em Santa Catarina, deve receber uma loja Havan após longo processo. A prefeitura confirmou a inauguração prevista para este ano, sem concessões fiscais, prevendo apenas obras de infraestrutura ao redor, como uma nova via marginal.
A unidade ficará próxima ao entroncamento das BR-163 e BR-282, com fluxo diário de mais de 12 mil veículos. A expectativa é alcançar consumidores de até 100 quilômetros, gerando mais de 100 empregos diretos e ampliando o movimento econômico local.
A projeção é de que a área de influência envolva municípios do oeste de Santa Catarina, do Paraná e do Rio Grande do Sul, alcançando 30 a 50 cidades e mais de 300 mil habitantes. A proximidade com a Argentina é vista como um facilitador do fluxo de clientes.
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